Alta dos impostos americanos acelera internacionalização da China e acende alerta na economia brasileira.
A iniciativa que estreita a parceria entre as nações ganha força em meio a tensões comerciais entre Washington e Pequim.
O governo americano divulgou um documento sobre o assunto, mas não explicou como chegou ao cálculo dessa taxa a ser aplicada aos produtos chineses.
O dólar caiu pela segunda vez consecutiva. A bolsa de valores teve forte alta e aproximou-se dos 130 mil pontos.
A declaração foi feita no contexto do aumento das tarifas de importação entre as duas maiores economias do mundo.
Taxação é resposta às medidas aplicadas pelo presidente americano Donald Trump. China também fez nova queixa contra os EUA à OMC.
Taxa de 125% anunciada nesta quarta-feira vai se somar a 20% que já eram aplicados
Agora, expectativa é para a resposta chinesa à mais nova elevação de tarifas pelos EUA, anunciada enquanto era madrugada no país.
Donald Trump anunciou redução temporária nas tarifas recíprocas. As taxas cairão para 10% durante período de 90 dias.
Alerta foi emitido após Pequim aumentar para 84% as tarifas aplicadas a produtos norte-americanos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde desta quarta-feira (9) que irá aumentar para 125% a tarifa sobre produtos chineses
Na terça-feira (8), a moeda norte-americana teve alta de 1,47%, cotada a R$ 5,9973. Já o principal índice da bolsa brasileira recuou 1,32%, aos 123.932 pontos.
Taxa representa um aumento de 50% sobre a tarifa que já havia sido anunciada, acompanhando os percentuais impostos pelo governo de Donald Trump.
Em coletiva na madrugada nesta terça (8), Wang Yi, ministro das Relações Internacionais, falou à imprensa sobre medidas que o país vai adotar para revidar taxas dos EUA
O anúncio de Trump de que pretende impor uma tarifa adicional de 50% aos produtos chineses, caso o país asiático não reverta a sobretaxação de 34%, afetou o mercado global.
A declaração foi dada no mesmo dia em que a moeda americana fechou com alta de 1,29%, cotada a R$ 5,91, o maior patamar desde janeiro de 2022.
Especialistas apontam que retaliações da China aos EUA podem abrir espaço para o Brasil ampliar exportações de soja, milho e carne suína.
A disparada veio na esteira do anúncio do governo chinês de que vai retaliar as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump
Na quinta-feira, a moeda norte-americana recuou 1,23% e atingiu o seu menor valor no ano: R$ 5,62.
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Pequim também restringe exportações de terras raras e suspende importações de aves de duas empresas americanas
Maior parte dos iPhones são produzidos na China, que agora terá taxa de 34% para importar produtos aos Estados Unidos.
A China e a União Europeia também foram alvo das novas tarifas. O governo norte-americano aplicará uma taxa de 34% sobre os produtos chineses e 20% sobre as importações europeias.
A missão é considerada estratégica pela equipe do presidente, que busca diversificar as relações comerciais do país e reduzir a dependência da China, atualmente o principal parceiro econômico do Brasil.
As movimentações exteriorizadas por governantes de grandes nações, em 2025, em relação à expansão de negócios ligados à mineração, têm sido evidentes