- Policial militar é acusado de ajudar empresária a espancar funcionária doméstica em Paço do Lumiar (MA).
- Empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina (PI) após cumprimento de mandado de prisão.
- Policial militar Michael Bruno Lopes Santos se apresentou à polícia após decreto de prisão preventiva da Justiça de São Luís (MA).
- Empresária responde a mais de dez processos, incluindo condenação por calúnia em processo de 2024.
Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7), a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP/PI) informou que, conforme a Polícia Civil do Maranhão, um policial militar teria ajudado a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos a espancar a sua funcionária doméstica no dia no dia 17 de abril em Paço do Lumiar (MA).
Hoje, a Polícia Civil, por meio do SEIC, lá do Maranhão, cumpriu algumas medidas cautelárias em São Luís, inclusive, uma busca e apreensão contra esse policial, e não conseguiu achar essa investigada, para fazer o cumprimento do mandado de prisão, disse o delegado Matheus Zannata, Superintendente de Operações Integradas da SSP/PI.
Nesta quinta-feira (7), o policial militar Michael Bruno Lopes Santos se apresentou à polícia após a Justiça de São Luís (MA) decretar sua prisão preventiva. Ao mesmo tempo, a empresária Carolina Sthela foi presa em Teresina (PI), em um posto de combustíveis.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou através das suas redes sociais que o policial além de preso, responderá a um procedimento instaurado pela Polícia Militar para apurar a sua conduta e responsabilidade no caso.
ENTENDA O CASO
Carolina é acusada de ameaçar matar e agredir a própria funcionária doméstica, grávida de 5 meses, após suspeitar de um suposto furto de uma joia, crime que não foi comprovado. O caso aconteceu no dia 17 de abril, na residência da empresária, em Paço do Lumiar, no Maranhão.
Mesmo negando a acusação, a funcionária doméstica foi agredida com socos, tapas e ameaçada com uma arma de fogo, que chegou a ser colocada em sua boca. A violência durou cerca de uma hora, conforme as investigações.
No depoimento, a vítima relatou que um homem participou das agressões. Segundo ela, o suspeito foi até a casa para pressioná-la com violência. Ela o descreveu como "alto", "forte" e "moreno". O suspeito seria o PM.
Durante as investigações, quatro policiais militares foram afastados. Segundo a polícia, um deles teria ligação de amizade com a empresária. Em áudios enviados por ela mesma em um grupo de mensagens, ela relata as agressões cometidas contra a vítima e afirma que não foi conduzida à delegacia porque contava com o apoio desse policial.
PRISÃO DA EMPRESÁRIA EM TERESINA (PI)
A SSP/PI foi informada pelas forças policiais do Maranhão sobre a presença da empresária nesta quarta-feira, na casa de um parente dela. Já nesta quinta-feira, ela foi localizada em um posto de combustivéis no São Cristovão, na zona Leste de Teresina. Ela teria como objetivo fugir para o Amazonas.
Essa investigada estaria na casa de um tio dela, aqui na cidade de Teresina. A gente dirigiu até a casa do tio dela, e ao chegar no local a gente descobriu que ela havia dormido lá na noite anterior, e hoje pela manhã estaria se evadindo aqui da Teresina. Mas a gente chegou a tempo suficiente de prendê-la, disse o delegado Yan Brayner.
A empresária deverá ser levada pela polícia do Maranhão. Ela responde a mais de dez processos. Em um deles, de 2024, foi condenada por calúnia após acusar falsamente a ex-babá de roubar uma pulseira de ouro. A pena de seis meses em regime aberto foi substituída por serviços comunitários, além de indenização de R$ 4 mil por danos morais.
NOTA DA EMPRESÁRIA:
"Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.
Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.
Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.
Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos.
Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.
Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça."
Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026.