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Policial e marido viram réus pelo assassinato de soldado carbonizado no Ceará

A decisão foi proferida nesta terça-feira (1º), e o crime ocorreu em 11 de agosto deste ano.

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  • Justiça do Ceará acusou policial militar e marido por assassinato de soldado em Itaitinga.
  • Crime ocorreu em 11 de agosto, após Raphael sair do serviço com colega de equipe.
  • Investigação aponta motivação passional por relacionamento extraconjugal entre vítima e acusada.
  • Corpo do soldado foi encontrado carbonizado em carro com sinais de incêndio e algema.
  • Ministério Público denunciou acusados por homicídio duplamente qualificado em agosto.
Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior | Foto: Reprodução
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A Justiça do Ceará tornou réus a policial militar Júlia Natália Girão e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, pelo assassinato do soldado Raphael Sampaio de Silva, encontrado baleado e carbonizado dentro de um carro em Itaitinga. A decisão foi proferida nesta terça-feira (1º), e o crime ocorreu em 11 de agosto deste ano.

A denúncia por homicídio duplamente qualificado contra eles havia sido feita pelo Ministério Público do Ceará em 28 de agosto. "As investigações apontam ainda que os acusados teriam simulado o sequestro da policial militar para criar uma versão falsa dos fatos e afastar suspeitas", afirmou o Ministério Público.

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O CRIME

O crime aconteceu em 11 de agosto, após Raphael Sampaio, de 27 anos, sair do serviço acompanhado de Júlia, que era sua colega de equipe e havia trabalhado com ele no plantão. Horas após a localização do corpo do soldado em Itaitinga, Júlia Natália e o marido foram presos.

Segundo a Polícia Civil, o assassinato de Raphael teve motivação passional, visto que ele e a policial militar Júlia Natália mantinham um relacionamento extraconjugal. Isso teria feito com que Antoneudo atirasse no soldado e, posteriormente, incendiasse o corpo dele.

No veículo, a perícia encontrou uma algema no banco traseiro e um recipiente com gasolina abandonado próximo ao automóvel. Os horários também ajudaram os investigadores a refutar a versão dos suspeitos: a policial militar foi vista em uma oficina e em uma escola em um horário no qual afirmou que estava amarrada.

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