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STF marca audiência pública sobre “uberização” para dia 9 de dezembro

A decisão tomada terá a chamada repercussão geral, mecanismo que obriga todo o Judiciário a seguir o entendimento do STF após o julgamento de uma causa

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Ministro do STF realizará audiência em dezembro para discutir o vínculo de motoristas de aplicativos. Caso sobre uberização das relações de trabalho será julgado em 2025, após audiência. Uber entrou com processo alegando inconstitucionalidade do reconhecimento do vínculo empregatício com motoristas de aplicativo.
O principal processo que trata do assunto foi protocolado pelo Uber | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF),  marcou audiência pública para tratar sobre a questão sobre o vínculo de emprego entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais para o dia 9 de dezembro.

Na audiência

O ministro vai colher informações para balizar seu voto sobre a chamada uberização das relações de trabalho. Devido ao recesso de fim de ano no STF, o caso deve ser julgado pela Corte somente no ano de 2025.

Declaração

"Não há segurança jurídica se o cidadão não consegue saber e compreender qual é o conteúdo da norma e qual norma será aplicada em cada caso concreto, criando, dessa forma, um cenário de insegurança e incerteza".

Empresa

O principal processo que trata do assunto foi protocolado pelo Uber, que considera inconstitucionais as decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceram a relação de emprego da plataforma com um motorista do aplicativo. A decisão tomada terá a chamada repercussão geral, mecanismo que obriga todo o Judiciário a seguir o entendimento do STF após o julgamento de uma causa.

Ações

Apesar de várias decisões da Justiça Trabalhista reconhecerem o vínculo empregatício, o próprio Supremo possui decisões contrárias. Em dezembro de 2023, a Primeira Turma da Corte entendeu que não há vínculo dos motoristas com as plataformas. O mesmo entendimento já foi tomado pelo plenário em decisões válidas para casos concretos. Cerca de 10 mil ações tramitam em todo o país e aguardam a decisão definitiva do Supremo. (Agência Brasil)

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