Apoliana Oliveira
Comentarista do programa Jogo do Poder Jornalista, formada na Universidade Federal do Piauí Contato: apolianaoliveirameio@gmail.com
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página 68 de 97Júnior Macedo confronta Jeová, que reage: “Ninguém pegou na mão dele”
O suplente de vereador do PSD, Júnior Macedo, retornou nesta terça-feira (21/06) à Câmara de Vereadores de Teresina, para cobrar o cumprimento do seu pedido apresentado à Mesa Diretora para assumir o mandato. À imprensa, ele reforçou que irá judicializar a questão caso não seja empossado até esta quarta-feira (22).
“O que estará acontecendo é o rasgamento da Constituição, do regimento interno. Eu acho que teve um erro de interpretação por parte do presidente, sei que o Antônio José Lira é um aliado, é um compadre dele, mas nós não podemos usar a estrutura da Câmara para manter um vereador irregular nesta Casa. Regular é eu, que sou o segundo suplente e estou na vez”, disse Júnior, se referindo à sinalização de Jeová de que o suplente não poderia assumir.
Júnior alega que não renunciou e que isso foi deixado claro ao presidente há dois meses, quando ele escolheu não assumir o mandato após sofrer uma perda familiar. “Não sou um covarde, sou um jovem batalhador, lutador, consegui tudo na minha vida com muito suor. E eu não sou covarde de estar renunciando suplência, ou mandato, ou qualquer coisa que seja”, completou.
PRESIDENTE REAGE
Ao comentar as declarações de Júnior Macedo, Jeová sustentou a posição de que o suplente não poderia assumir neste momento com base em um parecer da procuradoria da Câmara. E negou que Antônio José Lira esteja no mandato por influência sua.
“Ele [Antônio José Lira] não está aqui de favor, não está aqui porque eu quero. Nem nele eu votei, eu voto em mim. Eu vejo sim, o direito dele [Júnior Macedo] de recorrer, procurar os direitos dele, mas acho que ele tem que ter um pouquinho de juízo e medir as palavras. Ele mesmo assinou, ninguém pegou na mão dele para assinar, nem da vereadora Cida”, reagiu o chefe do Legislativo.
Júnior Macedo protocola requerimento para assumir mandato e nega retaliação
O suplente de vereador do PSD, Júnior Macedo, protocolou nesta segunda-feira (20/06) requerimento à Mesa Diretora para assumir o mandato na Câmara de Teresina. Com o movimento, Antônio José Lira terá que se afastar do mandato.
Júnior diz que irá integrar a base do prefeito Dr. Pessoa (Republicanos) e nega que a decisão tenha sido tomada sob influência da base de Wellington Dias (PT) e Rafael Fonteles (PT), como forma de retaliação à Jeová Alencar (Republicanos) que fechou com a oposição liderada por Ciro Nogueira (Progressistas).
Do protocolo, o documento será encaminhado à presidência da Casa, para que seja dada posse ao suplente.
Antônio José Lira
Nas redes sociais, o vereador chegou a se despedir do mandato, afirmando que a cidade perde com sua saída do Legislativo.
“Na Vida, nunca podemos parar de sonhar! A caminhada da luta continua, perdeu Teresina, perdeu a gestão, perdeu o parlamento, venceu o ódio e a vingança, por enquanto! Dei tudo de mim! Ao prefeito, só agradecimentos! Muito obrigado Teresina!”
Setut sobre reajuste da tarifa de ônibus: “Cabe ao município decidir”
Com a manifestação do prefeito de Teresina, Dr. Pessoa (Republicanos), descartando a possibilidade de reajuste no valor da tarifa de ônibus, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) se posicionou em nota.
No breve texto enviado à imprensa, o Setut diz entender que "cabe ao município decidir ou não pelo reajuste", bem como do valor pago às empresas operadoras do sistema como forma de subsídio, para compensação da diferença entre a tarifa técnica e o valor cobrado ao usuário na catraca.
"Somente assim os serviços prestados à população teresinense serão realizados com qualidade e regularidade", completa o sindicato.
Ontem, Dr. Pessoa se manifestou contrário à proposta de tarifa apresentada pelo Setut à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, com valor de até R$ 8. O dobro da tarifa inteira cobrada hoje. Após análise da planilha apresentada pelas empresas, a questão será deliberada pelo Conselho Municipal de Transporte, e só então chega à mesa do prefeito de Teresina.
Rafael aponta “fake news” em adesão de prefeita do PT a Sílvio Mendes
À imprensa, o pré-candidato a governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), tentou afastar rumores sobre a suposta adesão de prefeitos da base governista ao grupo de oposição, que tem como pré-candidato o ex-prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil). A mais recente delas, comentada nos bastidores pelos oposicionistas, seria a da prefeita Elisa Paz (PT), de Novo Santo Antônio.
"Pelo que eu saiba é uma fake news, que foi colocada pela oposição. A prefeita está conosco. Recentemente teve uma fake news com o prefeito de Ribeiro Gonçalves, que se revelou uma mentira, agora com relação à prefeita, que esteve comigo nesta semana. Então a oposição, numa situação de desespero, tenta a todo custo inventar apoios que não existem", avalia Rafael.
APOIO NA CAPITAL
Fonteles também fez as contas em relação aos apoios em Teresina. De acordo com o pré-candidato, 19 dos 29 vereadores no mandato manifestaram apoio à base petista. Diz ainda contar com "a grande maioria dos suplentes".
Prefeito sobre reajuste da tarifa de ônibus: “Depois de eu morto pode ser”
O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa (Republicanos) descartou a possibilidade de reajuste no preço da tarifa de ônibus. Para o gestor, o valor de até R$ 8 proposto pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT), é muito alto e penalizaria ainda mais a população, que já vive um grave momento de crise econômica.
"Depois de eu morto pode ser que tenha aumento da passagem de ônibus, mas eu vivo não vai ter. O prefeito veio para cuidar do povo pobre, vulnerável. Ainda não estou satisfeito com o transporte coletivo. Avançou? Avançou. Esse negócio de reajuste, o dobro, aumentou gasolina, petróleo, etc., aumentou o nervosismo do Bolsonaro e do grupo do PT, mas o prefeito não, está com o cérebro equilibrado", disse.
O pedido de reajuste foi apresentado ao Conselho Municipal de Transporte ainda em maio, para análise, considerando a planilha adotada pela Prefeitura para a apuração dos custos operacionais e da tarifa pública. Com isso, o valor da tarifa técnica, segundo o Setut, ficaria entre R$ 7 e R$ 8. Após análise do conselho, a decisão final sobre o preço é tomada pelo prefeito.
Há dois anos sem reajuste, a tarifa de ônibus custa hoje em Teresina R$ 4 a inteira e R$ 1,35 a meia. Para segurar o preço, o município paga subsídio às empresas operadoras do transporte coletivo para bancar a diferença entre a tarifa técnica e o valor pago na catraca pelo usuário.
Rafael: governo federal é leão com governadores e gatinho com a Petrobras
No dia em que a Petrobras anuncia novo reajuste no preço da gasolina e do diesel, o pré-candidato a governador do Piauí pelo Partido dos Trabalhadores, Rafael Fonteles, classificou como "tiro no pé" a manobra do Governo Federal, com aprovação do Congresso Nacional, que implementa teto de 17% na alíquota de ICMS para os combustíveis. Para o petista, o reajuste anula os efeitos da redução tributária e penaliza a população brasileira.
"O governo tem a maioria das ações da Petrobras. Foram incapazes de impedir o aumento que acabou de ser anunciado, de 14% no diesel, então das duas coisas: ou são frouxos e não conseguem enfrentar a Petrobras, seus acionistas, ou são levianos, fazendo algo só para a plateia. Esse aumento de 14% do diesel já é maior que qualquer benefício com a redução tributária, que não vai acontecer, por que se define o preço é pela matriz de tributos. A chance de não ter efeito nenhum no preço na bomba é muito grande, ou se tiver, é muito pouco. Essa decisão tomada prejudicou o povo brasileiro duas vezes", disse.
Aos jornalistas, Rafael ainda classificou a implementação do teto para o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias, conhecido como ICMS, como "medida eleitoreira" e defendeu que o problema só pode ser verdadeiramente enfrentado com o debate sobre a política de preços da Petrobras.
"Realmente, o governo federal é frouxo. Fala como um leão diante de governadores e prefeitos, e diante da população que sofre, e fala como um gatinho na hora de lidar com os acionistas da Petrobras, que estão tendo um lucro histórico à custa do sofrimento do povo brasileiro, que é o dono majoritário da Petrobras, veja que loucura", concluiu.
Dr. Pessoa: reforma com viés político só depois da eleição
O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa (Republicanos), disse que nunca passou pela sua cabeça a possibilidade de tirar André Lopes da Secretaria de Governo, como querem alguns vereadores. Em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (17), disse ainda que qualquer reforma administrativa com caráter político só será feita após a eleição.
“Só fica com o prefeito quem quiser bem a Teresina. Nunca nem pensei de mudar o Andre Lopes. É lógico, a gente conversa. Mas o André é cria do Banco do Brasil, de carreira. É um dos melhores advogados que tem no estado do Piauí. Sério, honesto, mas tem que ter pequenas flexibilidades”, diz o gestor.
Na sequência, ele completa que não cogita a ida de Renato para a pasta do Governo. “Nenhuma movimentação por parte da prefeitura. O resto é mimimi, tititi”.
REFORMA
Mesmo com planos de enviar à Camara de Teresina texto propondo uma reforma administrativa, o prefeito diz que mudanças com viés político só serão feitas após a eleição de outubro. “Aguarde aí”, indica Pessoa.
Berger descarta assumir a Secretaria de Governo e nega retorno à Câmara
O vereador licenciado Renato Berger (PSD), que está no comando da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, descartou a possibilidade de assumir a secretaria de Governo na Prefeitura de Teresina.
A mudança é defendida, nos bastidores, por alguns parlamentares da base do prefeito Dr. Pessoa (Republicanos), insatisfeitos com o atual gestor da Semgov, André Lopes.
“Minha área é o esporte”, afirmou Berger, deixando claro que permanece na Semel.
Sobre a possibilidade de retornar ao mandato na Câmara, Berger também descartou. “Só volto quando ele sair”, disse apontando para Antônio José Lira, que assumiu o mandato após a saída de berger da Casa Legislativa.
Robert sobre apoio majoritário: Dr. Pessoa nem libera, nem amarra ninguém
Mesmo que o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa (Republicanos), tenha dito que seu grupo político ficará “neutro” no primeiro turno das eleições estaduais, o vice-prefeito Robert Rios (Republicanos) disse à imprensa não acreditar que tal neutralidade possa ser executada na prática.
“Eu entendo que fica muito difícil você andar na cidade, ir no interior, fazer acordo com vereador, prefeito, ex-prefeito, e ele vai perguntar: E quem é seu governador? E quem é seu senador. Então, eu tenho a impressão que cada um vai responder aquilo que seu coração tem vontade de falar. Dr. Pessoa nem vai dizer eu libero, nem vai amarrar ninguém”, explica Robert.
Sobre a posição do prefeito, o vice lembra da dificuldade do Republicanos, em razão do tempo, para a construção de uma chapa majoritária. Logo, a alternativa foi focar nas chapas proporcionais. Uma articulação que, na visão de Robert, pode ser suficiente para a sigla eleger até quatro deputados estaduais.
Papas enfraquecidos? Jeová e Enzo rejeitam disputa de poder
Os vereadores Jeová Alencar (Republicanos) e Enzo Samuel (PDT), atual presidente e presidente eleito da Câmara de Teresina, trataram logo de afastar qualquer possibilidade de desentendimento ou disputa de poder nos próximos meses, como projetado pelo próprio vice-prefeito de Teresina, Robert Rios (Republicanos), ao dizer que “quando você coloca dois papas no Vaticano, os dois ficam fracos”.
Ao blog, os dois parlamentares destacaram a amizade e respeito mútuo.
“O vice deixou bem claro, disse muito bem. Existe um presidente em exercício, é o vereador Jeová Alencar. E todos respeitam isso. Ele conquistou o seu espaço e aqui haverá esse mútuo respeito. Hoje não estou presidente, só no próximo biênio. O atual presidente é Jeová. É ele quem toma as decisões, é o maior líder hoje nesta casa”, afirmou Enzo.
Já Jeová ressaltou a amizade com Enzo e disse que o futuro presidente irá imprimir seu ritmo de trabalho. “E a gente vai respeitar”.
Lembrou que é pré-candidato a deputado estadual e que, se não tiver êxito nas urnas, estará na Câmara “ajudando Enzo” e “colaborando com essa casa e com o município de Teresina”.