A Polícia Civil indiciou Breno de Souza Castro por vicaricídio duplo. Preso desde domingo (9), ele é acusado de assassinar as próprias filhas, de 3 e 5 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta quarta-feira (12).
A Polícia Civil considerou que as mortes das meninas ocorreram no contexto de violência contra a mãe delas, que relatou ter sido ameaçada e perseguida pelo ex-companheiro após a separação.
O CRIME
A mãe das meninas relatou à polícia que era perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro desde a separação, em março. Segundo ela, os dois ficaram juntos por cerca de oito anos e tiveram as duas filhas.
A mulher contou que o relacionamento terminou após episódios de agressão e traição. No sábado (8), ela entregou as meninas à ex-sogra, que costumava ficar com as crianças nos fins de semana. Breno morava no andar de cima da casa da mãe.
No dia seguinte, após publicar uma foto com amigas, a mulher recebeu uma mensagem de Breno dizendo que aquela seria a última vez que ela veria as filhas.
A mulher voltou à casa da ex-sogra e passou a noite acompanhada por familiares, enquanto buscas eram feitas por Breno e pelas meninas.
Breno se apresentou no 48º Distrito Policial e disse que havia matado as filhas. A polícia foi até o endereço informado pelo homem e encontrou os corpos das meninas. Ele foi preso em flagrante. As pequenas foram mortas por asfixia.
O QUE É VICARICÍDIO?
Sancionada em abril pelo presidente Lula (PT), a nova lei criou o crime de vicaricídio. A tipificação se aplica quando alguém mata descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar sofrimento, punição ou controle sobre ela, no contexto de violência doméstica e familiar. A pena é de 20 a 40 anos de reclusão, além de multa.