- Mariana Raissa de Sousa Neves condenada a 10 anos de prisão por assassinato.
- Crime ocorreu no Centro de Teresina em março de 2023, vítima era Sérgio Luis Monteiro Bezerra Júnior.
- Jurados reconheceram materialidade do homicídio e participação de Mariana Neves na execução.
- Justiça fixou R$ 50 mil para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.
A Justiça do Piauí condenou Mariana Raissa de Sousa Neves a 10 anos de prisão pelo assassinato de Sérgio Luis Monteiro Bezerra Júnior, ocorrido no Centro de Teresina em março de 2023. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (10).
Mariana Nevez foi acusada de participar da execução da vítima, além de responder inicialmente por ocultação de cadáver e integração de organização criminosa. Durante a sessão plenária, os jurados reconheceram a materialidade do homicídio e a participação dela.
O Conselho de Sentença também concluiu que a ré teve participação de menor importância na execução do delito e reconheceu as qualificadoras do motivo torpe e da dissimulação. Por outro lado, os jurados afastaram a qualificadora do meio cruel.
Em relação às demais acusações, o Conselho de Sentença reconheceu que houve ocultação do corpo da vítima, mas entendeu que Mariana Neves não participou dessa conduta. Os jurados também reconheceram a existência de organização criminosa, porém concluíram que a acusada não integrava o grupo criminoso, sendo absolvida nisso.
A Justiça ainda fixou o valor mínimo de R$ 50 mil para reparação dos danos causados aos familiares da vítima, e negou o direito de recorrer em liberdade.
RELEMBRE O CASO
À época, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa concluiu que a vítima se encontrava na Praça da Bandeira na companhia de outras pessoas, onde pretendia fazer uso de entorpecentes, quando foi abordada por pelo menos oito homens pertencentes a uma organização criminosa.
A vítima foi levada mediante coação para um casarão abandonado na Avenida Lisandro Nogueira, Centro de Teresina, e nesse local foi mantido em cárcere por membros da organização criminosa por um determinado tempo, disse o delegado Baretta à época.
A vítima foi levada ao local após os criminosos identificarem que ele pertenceria a uma facção rival, o que não foi constatado.