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Janja lança Pacto contra o Feminicídio em Teresina e defende união por proteção às mulheres

A primeira-dama participou de solenidade em Teresina, destacou redução dos casos no Piauí e afirmou que o único índice aceitável é zero feminicídios

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  • Primeira-dama Janja Lula da Silva participou em Teresina do lançamento do Pacto Brasil contra o Feminicídio no Piauí.
  • Janja destacou a necessidade de união entre instituições e sociedade para combater a violência de gênero e defender a vida das mulheres.
  • Dados mostram redução de 60% nos feminicídios no Piauí no primeiro semestre, mas meta é zerar o crime completamente.
  • Secretária de Estado das Mulheres, Diva Vasconcelos, destacou a importância da mobilização estadual e da rede de proteção às vítimas.
  • Ministério Público do Piauí registrou mais de 11 mil manifestações e 87,5% de condenações em casos de feminicídio.
Janja lança Pacto contra o Feminicídio e defende união por proteção às mulheres | Foto: Meio News
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A  primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou, nesta quinta-feira (30), em Teresina, da solenidade de apresentação e lançamento do Pacto Brasil contra o Feminicídio no Piauí. O evento, realizado no Blue Tree Towers Hotel, reuniu gestores estaduais e municipais e integrantes da rede de proteção às mulheres. Durante o encontro, Janja defendeu a união entre instituições e sociedade no enfrentamento à violência de gênero e afirmou que o combate ao feminicídio "não tem lado ideológico e não tem cor, só tem a defesa da vida das mulheres".

Janja relembra sonho e destaca compromisso com a vida das mulheres

Durante o discurso, Janja relembrou uma resposta dada em entrevista à jornalista Cinthia Lages, da TV Meio Norte, sobre qual seria seu maior sonho. Segundo ela, deseja viver em um país onde nenhuma mulher seja vítima de feminicídio. A primeira-dama também iniciou sua fala lembrando casos recentes registrados no Piauí e afirmou que essas vítimas precisam ser honradas. 

"O Pacto, que foi uma iniciativa do presidente Lula, é a reunião dos três poderes em um pacto pela vida das mulheres. E mais que um acordo institucional, ele é um compromisso com cada mulher desse país e afirmar, todos os dias, que a vida das mulheres importa", declarou. 

Ela acrescentou que a prevenção depende da atuação conjunta das instituições e da sociedade e destacou que, atualmente, as medidas protetivas de urgência passaram de 16 para três dias, agradecendo ao Poder Judiciário pela celeridade.

VEJA AQUI A ENTREVISTA DE JANJA A TV MEIO NORTE

Redução dos casos e meta de zerar feminicídios

Ao abordar os indicadores da violência de gênero, Janja ressaltou que a adesão dos estados fortalece a rede nacional de proteção às mulheres. Segundo ela, dados do Observatório Piauiense apontam que foram registrados 10 feminicídios no primeiro semestre, representando uma redução de 60% em comparação com o mesmo período de 2025. Apesar da queda, reforçou que o objetivo deve ser eliminar completamente esse tipo de crime. "A gente não pode se acostumar com nenhuma estatística. O único número que podemos aceitar é o zero. Não podemos admitir que mulheres continuem perdendo suas vidas porque decidiram terminar um relacionamento ou simplesmente porque nasceram mulher", afirmou.

Secretária destaca mobilização estadual

A secretária de Estado das Mulheres, Diva Vasconcelos, afirmou que o pacto demonstra que o enfrentamento ao feminicídio supera divergências políticas e depende da atuação integrada dos municípios e da rede de proteção. Ela agradeceu às lideranças municipais, aos profissionais que atuam no atendimento às vítimas e destacou que o compromisso com a causa exige empatia e solidariedade. "Mostramos que o combate ao feminicídio é uma causa que supera qualquer diferença. Não existe nada que se faça sem amor, empatia e solidariedade. Cada mulher representa o que o Piauí é. Nós queremos que elas sintam segurança. O Pacto é um marco. Que o Piauí possa se somar cada vez mais", declarou.

A secretária de Estado das Mulheres, Diva Vasconcelos - Foto: Meio News

Ministério Público destaca atuação no combate ao feminicídio

Durante a solenidade, a procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), Cláudia Seabra, apresentou dados sobre a atuação da instituição no enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ela, apenas nas quatro promotorias especializadas no tema foram registradas mais de 11 mil manifestações, 2.190 denúncias contra infratores e 4.900 ações.

Cláudia Seabra, procuradora-geral do Ministério Público do Piauí  - Foto: Meio News

A procuradora também destacou o desempenho do MPPI nos julgamentos de feminicídio, informando que a instituição obteve 87,5% de condenações nos casos levados ao Tribunal do Júri. Para Cláudia Seabra, o enfrentamento ao feminicídio precisa ocorrer antes que a violência atinja seu estágio mais grave. "O piauiense não aceita casos de feminicídio. Mas ele não pode ser enfrentado apenas quando ele chega no estado mais avançado. Ele tem que ser combatido antes", afirmou.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias - Foto: Meio News

Wellington Dias destaca avanços nacionais

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o pacto representa uma tentativa de integrar ações de diferentes áreas para ampliar a proteção às mulheres.

Segundo ele, o programa já realizou cerca de 100 mil atendimentos em todo o país e resultou em aproximadamente 60 mil medidas protetivas. “Ninguém isoladamente era capaz de fazer essa mudança. O pacto é exatamente essa integração de esforços. Cada vida de cada mulher conta”, declarou.

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