Na manhã de sábado (10), a cidade de Isaías Coelho foi marcada por um clima de comoção, indignação e cobrança por justiça pela morte de João Emmanuel Moura, encontrado morto ao lado de uma parada de ônibus no Distrito Federal.
Familiares, amigos, alunos e moradores participaram de uma passeata pelas ruas do centro do município, pedindo esclarecimentos e responsabilização pelo crime. Ele é filho do vice-prefeito da cidade, George Moura.
O ato reuniu pais, irmãos e outros familiares da vítima, que, mesmo abalados pela perda, caminharam ao lado da população, transformando o luto em um apelo coletivo por verdade e justiça.
A manifestação contou ainda com a presença do prefeito de Isaías Coelho, Demazinho, e de outras lideranças municipais, que se uniram à comunidade em solidariedade à família e em apoio às reivindicações dos manifestantes.
Entenda o caso
- O corpo de João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura foi encontrado em uma parada de ônibus na região do Grande Colorado, no quilômetro 2 da DF-150, em Sobradinho II.
- Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), João foi localizado por volta das 6h30. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) foi acionado e constatou o óbito.
- Em exame preliminar, foram constatadas lesões na cabeça e nos olhos de João, provavelmente causadas por golpes. Havia sinal de violência na parte de trás do crânio, o que levanta a hipótese de que ele possa ter sido atacado pelas costas.
- João Emmanuel trabalhava como professor do Instituto São José, uma escola particular de Sobradinho.
- O corpo do professor foi enterrado em Isaías Coelho, na terça-feira (6).
JUSTIÇA MANTÉM PRISÃO DO SUSPEITO
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve preso Guilherme Silva Teixeira, de 24 anos, suspeito de espancar até a morte o professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho. A vítima era filho do vice-prefeito de Isaías Coelho, George Moura.
A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva na quarta-feira (7), durante audiência de custódia. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do crime e as circunstâncias em que ele foi cometido.
Segundo o juiz, o modus operandi utilizado no crime, evidencia a especial periculosidade do agente, o que torna necessária a manutenção da prisão para a garantia da ordem pública.
“O contexto do modus operandi evidencia especial periculosidade do agente, tornando imprescindível a constrição cautelar para a garantia da ordem pública”, afirmou o magistrado.
(Com informações do Portal Metropolitano)