Após o assassinato de Pedro Araújo da Silva no Hospital Areolino de Abreu, a Secretaria de Justiça do Piauí afirmou que a vítima não tinha transtorno mental. O crime ocorreu na madrugada desta quinta-feira (26). O suspeito é interno da unidade, foi preso e confessou o crime ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
Confira a nota completa!
A Secretaria da Justiça informa que o paciente morto no Hospital Areolino de Abreu não é uma pessoa com transtorno mental em conflito com a lei. Esclarece ainda, que essas pessoas são encaminhadas para o hospital somente com determinação judicial, e de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) através da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, esses pacientes devem ser regulados para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), no SUS.
O QUE ACONTECEU?
Pedro Araújo da Silva foi encontrado morto, com as mãos e os pés amarrados e parte do corpo queimado, dentro do Hospital Areolino de Abreu, na madrugada desta quinta-feira (26). Ele havia recebido alta médica recentemente.
O suspeito identificado como Ray Cleydson foi preso pelo DHPP. Ele confessou ter assassinado Pedro e afirmou que “mataria novamente”, segundo o delegado Genival Vilela.
Vamos procurar esclarecer ao longo da investigação: quem é que estava no momento ou deveria estar no momento com esses pacientes; onde esses pacientes conseguiram esse material, lençóis, sacola plástica, fósforo, não sei, um isqueiro. Então, tudo isso nós vamos procurar esclarecer ao longo da investigação, disse o delegado.
A motivação do crime é desconhecida.
NOTA DA SESAPI
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí informou que está apurando o caso e que "todos os fatos estão sendo criteriosamente analisados". Confira:
O Hospital Areolino de Abreu, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), informa que está apurando, com a devida responsabilidade e rigor, o caso recentemente divulgado.
A unidade reforça que todos os fatos estão sendo criteriosamente analisados e que as informações necessárias serão devidamente repassadas às autoridades policiais competentes, contribuindo com total transparência para o esclarecimento da situação.
O hospital permanece à disposição para colaborar com as investigações e reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e a qualidade dos serviços prestados à população.