Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, havia recebido alta médica nesta quarta-feira (25) do Hospital Areolino de Abreu, mas ainda permanecia na unidade, segundo o delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele foi morto durante a madrugada desta quinta-feira (26), dentro do hospital.
“Esse corpo é de um paciente que estava internado. Aliás, estava internado no hospital Areolino de Abreu. Segundo informações colhidas, ele recebeu alta ontem mas estava no local ainda”
COMO ACONTECEU?
Em entrevista à Rede Meio Norte, o delegado explicou que a equipe do DHPP foi acionada por volta das 3h da madrugada. Conforme ele, um vigilante viu fogo saindo de um dos banheiros do hospital, apagou as chamas e, em seguida, encontrou a vítima envolta em lençóis.
“O perito local que atendeu verificou que essa vítima estava com as mãos e pés amarrados, os olhos vendados, havia um tecido em volta do pescoço e da cabeça. E já estava morta quando lá o vigilante localizou. Nós vamos iniciar o procedimento aqui de investigação.”
“mataria novamente”
Segundo o delegado, dois outros pacientes foram identificados como suspeitos do crime. Um deles teria assumido a autoria e afirmado que “mataria novamente” a vítima. O outro paciente, cuja participação ainda é apurada, possui transtorno bipolar.
“Dois outros pacientes, um dele até se acusou que havia matado essa vítima e mataria novamente. [...] O paciente que se acusou como autor do homicídio seria esquizofrenia. E o outro que estamos verificando a participação, se é que ele participou realmente, transtorno bipolar”
INVESTIGAÇÕES
O delegado Vilela destacou que a investigação buscará esclarecer como os suspeitos tiveram acesso a lençóis, sacola plástica, fósforo ou isqueiro, além de apurar quem deveria estar supervisionando os pacientes no momento do ocorrido. Os dois envolvidos foram isolados dos demais.
“Já estão, de certa forma, submetidos a uma medida de segurança. Poderia ser requerida à Justiça isso. Provavelmente, pelo estado deles lá, o juiz não ia colocar no presídio comum. Seria ou lá mesmo no local ou em outro ambiente hospitalar apropriado. Então, de certa forma eles já estão isolados lá dos demais pacientes da sociedade que era a primeira medida que deveria ser adotada, ela já foi adotada preventivamente”
NOTA DA SESAPI
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí informou que está apurando o caso e que "todos os fatos estão sendo criteriosamente analisados". Confira:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Hospital Areolino de Abreu, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), informa que está apurando, com a devida responsabilidade e rigor, o caso recentemente divulgado.
A unidade reforça que todos os fatos estão sendo criteriosamente analisados e que as informações necessárias serão devidamente repassadas às autoridades policiais competentes, contribuindo com total transparência para o esclarecimento da situação.
O hospital permanece à disposição para colaborar com as investigações e reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e a qualidade dos serviços prestados à população.