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Caso Valdenice Celestino: um ano após morte de advogada em Paulistana, irmão segue foragido

Adelaido Gomes Celestino é procurado por execução motivada por herança; outro irmão, Narciso, teve liberdade revogada.

Valdenice Gomes Celestino Soares e Adelaido Gomes Celestino | Foto: Reprodução
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Um ano se passou desde a morte da advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, na cidade de Paulistana, no Sul do Piauí, e Adelaido Gomes Celestino, irmão da vítima e apontado como um dos acusados, permanece foragido. O crime ocorreu no dia 3 de março de 2025 e teria sido motivado por disputa relacionada à divisão de terras da herança.

COMO ACONTECEU?

A advogada foi emboscada e morta com oito disparos de arma de fogo, conforme laudo pericial anexado ao processo, na localidade rural “Jorge”, zona rural do município. Ela havia ido ao local para consertar uma cerca que, segundo as investigações, era frequentemente danificada por Adelaido.

FUGA

Após o crime, segundo a Polícia Civil do Piauí, o filho de Adelaido, Gabriel Celestino, teria ajudado o pai a fugir e, por isso, também é acusado no processo. Ele foi visto de motocicleta nas proximidades do local e em outro município no mesmo dia.

No dia 4 de março, foi expedido mandado de prisão preventiva, e a Delegacia de Paulistana divulgou um cartaz de procurado com a imagem do acusado. Mesmo após sucessivas diligências da Polícia Civil para cumprir a ordem judicial, ele ainda não foi localizado.

Cartaz de procurado./Foto: Reprodução. 

OUTRO IRMÃO ENVOLVIDO

Além de Adelaido, o outro irmão, Narciso Gomes Celestino, também é acusado do crime. Segundo o Ministério Público do Piauí (MPPI), Narciso teria incentivado diretamente a execução, influenciando Adelaido.

Narciso e Adelaido Gomes Celestino já foram pronunciados por tentativa de homicídio contra o ex-companheiro da vítima, em 2021.

DEZEMBRO DE 2025

Em dezembro de 2025, o MPPI recorreu da decisão que concedeu liberdade provisória a Narciso Gomes. O órgão argumentou que a soltura representa risco à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal, citando descumprimento de medidas protetivas e indícios de coação de testemunhas.

Segundo o Ministério Público, mesmo após a primeira fase do Júri, a prisão preventiva é necessária, especialmente por se tratar de cidade pequena e de um caso envolvendo conflitos familiares. Testemunhas relataram intimidações durante o processo.

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