Bruno Manoel Gomes Arcanjo foi condenado a 43 anos e 6 meses de prisão pela morte do policial civil Marcelo Soares da Costa e pela tentativa de homicídio contra outros três agentes. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (12), pelo Tribunal do Júri, no Fórum da Comarca de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão.
RELEMBRE O CASO
No dia 3 de setembro de 2024, foi realizada uma operação policial no município de Santa Luzia do Paruá (MA). Um dos objetivos era cumprir mandado de prisão e de busca e apreensão na residência do réu. No local, Bruno efetuou disparos de arma de fogo contra os policiais.
Marcelo, que integrava o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), foi atingido, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Após o confronto, o acusado se rendeu. Em depoimento, ele admitiu ter efetuado os disparos, mas alegou que não sabia que se tratava de policiais.
Segundo apurado no inquérito policial, após a equipe se identificar e ingressar na residência, o denunciado teria surgido armado com uma pistola calibre 9mm, passando a efetuar disparos contra os policiais, ocasionando troca de tiros, consta nos autos do processo.
Conforme consta na denúncia do Ministério Público, quatro policiais sobreviveram ao ataque: Laércio Ivando Evangelista Pires Ferreira, João Francisco Braz Vaz, Átila Oliveira Soares e Egídio dos Santos Silva Filho.
CONDENAÇÃO
Ao todo, a pena soma 43 anos e 6 meses de prisão, distribuídos da seguinte forma:
- 18 anos e 9 meses pela morte do policial Marcelo Soares da Costa;
- 8 anos e 3 meses pela tentativa de homicídio contra João Francisco Braz Vaz;
- 8 anos e 3 meses pela tentativa de homicídio contra Egídio dos Santos Silva Filho;
- 8 anos e 3 meses pela tentativa de homicídio contra Laércio Ivando Evangelista Pires Ferreira (atualmente coordenador do Draco).
OPERAÇÃO TURISMO CRIMINOSO
Marcelo participava da Operação Turismo Criminoso, que investigava suspeitos de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran-PI) e em financiamentos bancários.