Os quatro acusados pela morte do empresário piauiense Erlan Ribeiro Lima Oliveira, ocorrida em junho de 2025, passam pela continuação da audiência de instrução e julgamento nesta segunda (2) e terça-feira (3), no Fórum de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Nesta fase, os investigados serão interrogados e testemunhas ouvidas.
Os acusados são José Lima Ferreira Júnior, João Ítalo Barbosa da Silva, Iak Lima Silva, Franklin Freire de Aquino Bezerra, Vitória Maria de Carvalho e Laiza Guimarães Coelho. Conforme o processo, eles são acusados de agredir violentamente o empresário, provocando ferimentos graves que resultaram em sua morte.
DECISÃO
Na última quinta-feira (29), o juiz da 1ª Vara Criminal de Petrolina proferiu decisões sobre diversos pedidos apresentados pelas defesas, pelo Ministério Público e por terceiros no âmbito do processo. Entre os principais pontos, destacou-se a manutenção da prisão preventiva de Iak Lima Silva.
A defesa de Iak solicitava a revogação da custódia, alegando novos elementos de prova e manifestação favorável do Ministério Público em audiência. O juiz destacou a gravidade do crime e a periculosidade do acusado, ressaltando que a análise do mérito cabe ao Tribunal do Júri.
Laiza Guimarães Coelho, que cumpre prisão domiciliar monitorada, teve autorizado o pedido de visitas ao corréu e noivo João Ítalo Barbosa da Silva, bem como às suas filhas menores, sob as seguintes condições:
- a) O deslocamento deve ocorrer diretamente da residência da acusada para a unidade prisional e vice-versa, sem desvios;
- b) A acusada deverá comunicar previamente à Central de Monitoramento Eletrônico (CEMEP) os dias e horários de saída e retorno, garantindo o ajuste da área de inclusão e evitando alertas indevidos de descumprimento da medida cautelar.
Um dos advogados da acusada foi excluído do processo após apresentar petição de renúncia.
Relembre o caso
O crime ocorreu na noite de 20 de junho de 2025, no bar Virote, em Petrolina. Câmeras de segurança registraram Erlan sendo retirado de um carro e agredido com socos, chutes e pisoteado na cabeça após um desentendimento sobre o volume do som. Ele foi internado em estado grave e transferido de UTI aérea para Teresina, onde teve morte cerebral confirmada.
O laudo pericial apontou que Erlan Oliveira morreu em decorrência de edema cerebral causado por hemorragia intracraniana.