- Empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é presa por suspeita de agredir empregada grávida.
- A violência ocorreu em Paço do Lumiar (MA) e a empresária é investigada por tentativa de homicídio triplamente qualificado.
- Carolina Sthela nega acusação, mas áudios atribuídos a ela mostram confissão das agressões contra a funcionária doméstica.
- A empresária foi transferida para São Luís e prestou depoimento por mais de uma hora na delegacia que investiga o caso.
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa em Teresina (PI) nesta quinta-feira (7) por suspeita de agredir uma empregada doméstica de 19 anos grávida, é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria, segundo a Polícia Civil. A violência contra a funcionária ocorreu em Paço do Lumiar (MA).
De acordo com o delegado geral da Polícia Civil Augusto Barros, apesar dos materiais já apresentadas, como áudios atribuídos à suspeita, o caso segue sob investigação e outros elementos incluídos no inquérito ainda devem ser analisados nos próximos dias.
ENTENDA
Carolina é acusada de ameaçar matar e agredir a própria funcionária doméstica, grávida de 5 meses, após suspeitar de um suposto furto de uma joia, crime que não foi comprovado. O caso aconteceu no dia 17 de abril, na residência da empresária, em Paço do Lumiar, no Maranhão.
Mesmo negando a acusação, a funcionária doméstica foi agredida com socos, tapas e ameaçada com uma arma de fogo, que chegou a ser colocada em sua boca. A violência durou cerca de uma hora, conforme as investigações.
Carolina Sthela foi transferida nesta quinta-feira de Teresina (PI) onde foi presa, para São Luís e ao chegar na capital maranhense, prestou depoimento por mais de uma hora na sede da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, que investiga o caso. Ela estaria indo para o Litoral piauiense e posteriormente para o Amazonas.
Além de Carolina, o policial militar Michael Bruno Lopes Santos foi preso. Durante as investigações, outros quatro agentes foram afastados. Segundo a polícia, um deles teria ligação de amizade com a empresária. Em áudios enviados por ela mesma em um grupo de mensagens, ela relata as agressões cometidas contra a vítima e afirma que não foi conduzida à delegacia porque contava com o apoio desse policial.
Em depoimento, a empresária não confirmou que os áudios divulgados com supostas confissões das agressões sejam de sua autoria. Segundo a Polícia Civil, ela pediu que o material passe por perícia.
Segundo a empresária, o anel que teria motivado as agressões contra a doméstica estava avaliado em R$ 5 mil.