A Polícia Civil indiciou, nesta quarta-feira (25), uma mulher de 35 anos suspeita de divulgar mensagens privadas trocadas em um grupo do WhatsApp que reunia dois médicos, uma triatleta amadora e um treinador proprietário de uma academia em Fortaleza.
O caso passou a ser apurado depois que as conversas, compartilhadas originalmente entre os quatro participantes, começaram a circular em diversos grupos em julho de 2025. Nas mensagens, havia comentários considerados ofensivos direcionados a alunos do treinador e pacientes dos médicos, todos ligados a uma assessoria de corrida da capital. A repercussão fez o episódio ficar conhecido como “PDF da corrida”.
GRUPO REGISTROU B.O
Logo após o vazamento, os integrantes do grupo procuraram a polícia e registraram Boletim de Ocorrência. Eles afirmaram que não autorizaram a exportação nem o compartilhamento do conteúdo, o que levantou a hipótese de acesso ilegal às comunicações privadas.
Durante a apuração, segundo a Polícia Civil, os investigadores rastrearam a origem do arquivo que circulou na internet. A análise técnica apontou que o documento teria sido gerado a partir de um endereço associado à mulher agora indiciada.
O QUE ACONTECEU
Em nota, a corporação informou que há indícios de que a suspeita tenha obtido o material de forma indevida, organizado o conteúdo e promovido ampla divulgação, resultando na exposição das integrantes do grupo e também de outras pessoas mencionadas nas mensagens.
Com o encerramento do inquérito, a investigada, cuja identidade não foi divulgada, foi indiciada por invasão de dispositivo informático, divulgação de segredo e difamação qualificada, todos supostamente cometidos no ambiente virtual.
Por fim, a Polícia Civil comunicou que o procedimento foi remetido ao Poder Judiciário, responsável por dar andamento às medidas legais cabíveis.
Com informações do g1.