O limite do exercício é individual e o equilíbrio entre treino e recuperação é essencial para manter níveis saudáveis de testosterona e uma vida sexual satisfatória, destaca Vale.
Esse limite pode ser monitorado por diferentes parâmetros, como:
Frequência cardíaca: estudos sugerem que a zona de treinamento ideal para benefícios hormonais e melhora da libido está entre 50-70% da frequência cardíaca máxima (FCmax). Frequências acima disso por longos períodos podem gerar fadiga e aumento do cortisol.
Tempo de atividade: o estudo A Systematic Review on the Relationship Between Physical Activity and Sexual Function in Adults (2023) recomenda que até 6 horas de exercício por semana são benéficas, enquanto quantidades maiores podem ter efeito contrário.
Sinais do corpo: se houver sintomas como fadiga extrema, insônia, queda na libido e dificuldade de recuperação muscular, é um indicativo de que o exercício está ultrapassando o limite ideal.
Um estudo publicado na "Medicine and Science in Sports and Exercise" analisou 1.077 homens praticantes de esportes de resistência e identificou que a maioria dos que mantinham uma libido normal ou alta treinava entre 4 e 10 horas semanais.
Já no grupo com baixa libido, 65% treinavam mais de 10 horas por semana, com predominância de exercícios de alta intensidade.
Vale destacar que a libido está dentro de um contexto que envolve outros fatores complexos além dos hormônios, como questões psicológicas e emocionais.