Um hábito alimentar aparentemente simples pode exercer influência direta sobre a saúde do cérebro ao longo do envelhecimento. Pesquisas recentes indicam que escolhas feitas no dia a dia têm potencial para impactar o risco de doenças neurodegenerativas.
Um estudo divulgado na revista científica Nutrients observou que idosos que consumiam queijo pelo menos uma vez por semana apresentaram menor incidência de demência em comparação àqueles que não incluíam o alimento na dieta. A análise acompanhou 7.914 participantes ao longo de três anos.
O que revelou a pesquisa
Ao final do período de acompanhamento, 3,4% dos idosos que consumiam queijo regularmente desenvolveram demência. Entre os que não tinham o alimento na rotina, o índice foi maior, chegando a 4,5%, o que representa cerca de 11 casos adicionais da doença a cada mil pessoas.
Segundo os pesquisadores, o impacto é considerado modesto, porém relevante quando observado de forma contínua. O queijo reúne nutrientes como proteínas, cálcio e compostos bioativos que, inseridos em uma alimentação equilibrada, podem contribuir para a proteção da função cerebral.
O estudo reforça que nenhum alimento isolado é capaz de prevenir a demência, mas evidencia um princípio fundamental da ciência nutricional: hábitos consistentes, mantidos ao longo da vida, podem exercer efeitos concretos na saúde do cérebro e na qualidade do envelhecimento.