A sexta etapa da operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, tem como ponto de partida listas apreendidas com o contraventor do jogo do bicho Adilson Oliveira, o Adilsinho. O material, encontrado em 2022 sobre a mesa de cabeceira do investigado, traz mais de 20 nomes de políticos e passou a ser analisado desde então.
Nomes identificados na investigação
A partir do cruzamento de informações com relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), os investigadores conseguiram identificar parte dos nomes citados. Entre os apontados estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, pré-candidato ao Senado e presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, além do delegado Marcus Amim, que já chefiou a Polícia Civil do estado, conforme apurado junto a integrantes da corporação.
Segundo a PF, os valores registrados nas listas podem estar relacionados a pagamentos de propina e a doações irregulares para campanhas eleitorais. Ao todo, mais de 20 políticos aparecem citados no material.
Novo mandado contra Adilsinho
Adilsinho segue preso e, na semana passada, foi alvo de um novo mandado de prisão, expedido durante a quinta fase da operação. Ele está custodiado na Penitenciária Federal de Brasília.
Nesta terça-feira (7), pela manhã, a Polícia Federal deflagrou uma nova ação, desta vez voltada a um esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio de Janeiro, que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, segundo as investigações.
Esse esquema já resultou nas prisões dos políticos Rodrigo Bacellar, TH Joias, Thiago Rangel e do pastor Márcio Poncio. As defesas de Canella e Amim ainda não se pronunciaram sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.