SEÇÕES

MP investiga fundação de Tatiana Medeiros por suposto desvio de finalidade e recursos ilícitos

O inquérito apura indícios de movimentações financeiras consideradas suspeitas e a possível utilização da entidade em práticas que podem configurar atos de improbidade administrativa.

Ver Resumo
  • O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) ampliou as investigações sobre supostas irregularidades no Instituto Vamos Juntos.
  • A fundação é ligada à vereadora de Teresina, Tatiana Medeiros, e apura indícios de movimentações financeiras suspeitas e improbidade administrativa.
  • O inquérito busca esclarecer possíveis irregularidades no funcionamento da fundação e verificar suspeitas de enriquecimento ilícito e prejuízo aos cofres públicos.
  • A vereadora Tatiana Medeiros foi presa em abril de 2025 por suposto financiamento de sua campanha por uma facção criminosa e condenada a 19 anos de reclusão pelos crimes de organização criminosa e corrupção eleitoral.
Tatiana Medeiros | Foto: Reprodução
Siga-nos no

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) decidiu ampliar as investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Instituto Vamos Juntos, fundação ligada à vereadora de Teresina, Tatiana Medeiros. O inquérito apura indícios de movimentações financeiras consideradas suspeitas e a possível utilização da entidade em práticas que podem configurar atos de improbidade administrativa.

A decisão foi publicada no Diário Eletrônico do MPPI na última sexta-feira. Segundo o órgão, a apuração busca esclarecer possíveis irregularidades no funcionamento da fundação, além de verificar suspeitas de enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos, violação aos princípios da administração pública e eventual desvio de finalidade no uso da entidade.

O QUE O MPPI CONSIDEROU?

  • Indícios de desvio de finalidade no Instituto Vamos Juntos e suspeita de uso da fundação para movimentação de recursos de origem ilícita;
  • Suspeita de repasses financeiros da Assembleia Legislativa do Piauí e da Câmara Municipal de Teresina para Stênio Ferreira Santos, padrasto da vereadora, com possível transferência posterior dos valores para a parlamentar;
  • Possível esquema de “rachadinha” e nepotismo cruzado, envolvendo nomeações em cargos públicos em troca de vantagens financeiras;
  • Entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que os indícios encontrados são suficientes para justificar o aprofundamento das investigações por improbidade administrativa.

Veja a decisão divulgada pelo MPPI!

ENTENDA

A vereadora Tatiana Medeiros foi presa pela Polícia Federal em abril de 2025 durante a Operação Escudo Eleitoral, que investiga o suposto financiamento de sua campanha por uma facção criminosa, por meio de Alandilson, apontado como seu então companheiro.

As investigações também apontam lavagem de dinheiro, compra de votos, falsidade ideológica e uso irregular do Instituto Vamos Juntos para movimentação de recursos ilícitos.

Em 2026, a parlamentar foi condenada pela Justiça Eleitoral a 19 anos, 10 meses e 7 dias de reclusão, além de 492 dias-multa, pelos crimes de organização criminosa e corrupção eleitoral. Além dela, outras sete pessoas também foram condenadas, entre elas o namorado, a mãe e outros familiares.

No dia 21 de maio, a Justiça Eleitoral negou o pedido da vereadora para retirada da tornozeleira eletrônica.

OUTRO LADO

O MeioNews está à disposição para ouvir o posicionamento da defesa do Instituto Vamos Juntos e da vereadora de Teresina, Tatiana Medeiros.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também