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Lula cobra governadores por redução do ICMS sobre combustíveis

Presidente defende corte do imposto estadual para conter alta dos preços em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio

Presidente Lula | Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, nesta quinta-feira (19), o pedido para que governadores reduzam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre combustíveis, como forma de conter a alta de preços no país.

A declaração foi feita durante comentários sobre os impactos internos da guerra no Oriente Médio. Lula voltou a criticar o aumento nos preços do etanol e da gasolina, além de condenar, segundo ele, práticas de aproveitamento diante da crise internacional.

Nós vamos fazer todo o esforço que o governo federal puder fazer e também pedir para os governadores para fazerem a isenção do ICMS. Poderia fazer para não permitir o aumento.

O presidente também disse que a União está disposta a compensar parte das perdas de arrecadação dos estados.

O governo federal se dispõe a devolver para eles metade da isenção que fizerem. Nós vamos pagar a metade. Precisamos evitar que essa guerra do Irã chegue ao prato de feijão com arroz do povo brasileiro.

IMPOSTO É DE COMPETÊNCIA ESTADUAL

Por se tratar de um tributo estadual, o ICMS é definido individualmente por cada unidade da federação, que tem autonomia para decidir sobre eventuais reduções. Dessa forma, os governadores não são obrigados a atender ao pedido do governo federal.

Lula já havia feito um apelo público anterior, que foi rejeitado pelos estados. Após isso, representantes do Ministério da Fazenda iniciaram negociações para formalizar a proposta.

Lula em reunião com governadores e vice-governadores das 27 unidades federativas do país em 2023 - Foto: Reprodução/TV Brasil

NEGOCIAÇÃO COM ESTADOS

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo propôs zerar o ICMS sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação de metade das perdas pela União.

Segundo a pasta, os estados pediram mais tempo para analisar a proposta. Uma decisão deve ser tomada até o dia 28 de março, durante reunião presencial marcada em São Paulo. A fala de Lula ocorreu na abertura da Caravana Federativa.

MEDIDAS PARA CONTER A ALTA

O governo federal tem adotado medidas para reduzir os impactos da alta do petróleo no mercado interno, em meio à escalada de tensões envolvendo o Irã.

Entre as ações já anunciadas estão a redução de impostos federais sobre o diesel e a concessão de subsídios para produtores e importadores. A preocupação do Palácio do Planalto é com o efeito em cadeia sobre os custos logísticos e, consequentemente, sobre os preços de alimentos e outros produtos.

Paralelamente às negociações, o governo também prepara medidas para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete e punir empresas que descumprirem a regra.

A iniciativa busca evitar uma possível paralisação de caminhoneiros diante da alta no preço do diesel.

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