- A Corte Suprema de Cassação da Itália analisa novo pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli.
- Zambelli foi condenada a cinco anos de prisão no Brasil por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
- A Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição, mas a defesa recorreu à instância máxima italiana.
- A Itália negou anteriormente pedido de extradição por condenação por invasão aos sistemas do CNJ.
- Zambelli deixou o Brasil em 2025 e foi presa na Itália após negativa do primeiro pedido de extradição.
A Corte Suprema de Cassação da Itália analisa nesta quarta-feira (1º) um novo pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. O processo trata da condenação da parlamentar no Brasil a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada durante o segundo turno das eleições de 2022.
Em segunda instância, a Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição, mas a defesa recorreu à instância máxima da Justiça italiana. Se a Corte confirmar a decisão, a palavra final será do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.
Extradição anterior
Em maio, a Justiça italiana negou outro pedido de extradição apresentado pelo Brasil, relacionado à condenação de Zambelli a dez anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Segundo a decisão do Supremo Tribunal Federal, a ex-deputada e o hacker Walter Delgatti Neto inseriram 16 documentos falsos no sistema do CNJ, entre eles um mandado de prisão fraudulento contra o ministro Alexandre de Moraes.
Na decisão, a Corte italiana considerou que Moraes atuou simultaneamente como vítima e relator do processo que resultou na condenação da ex-parlamentar.
Entenda
Zambelli deixou o Brasil em 25 de maio de 2025 pela fronteira com a Argentina. Em seguida, viajou para os Estados Unidos e, posteriormente, para a Itália, onde foi presa em 29 de julho. Após a negativa do primeiro pedido de extradição, ela foi colocada em liberdade.
A extradição é o procedimento jurídico por meio do qual um país solicita a outro a entrega de uma pessoa investigada ou condenada para que responda à Justiça ou cumpra pena no Estado requerente.