O Brasil discursou em reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), nesta terça-feira (6), e reafirmou sua posição de condenar a ação dos Estados Unidos na Venezuela.
A convocação da reunião ocorreu após a intervenção americana no país latino-americano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
POSICIONAMENTO BRASILEIRO
O discurso, feito pelo representante brasileiro na comissão, embaixador Benoni Belli, reitera a posição brasileira de que "o bombardeio e o sequestro do presidente [Nicolás Maduro] são inaceitáveis, e representam uma ameaça à comunidade internacional".
Segundo Belli, a defesa da soberania nacional, com base no direito internacional, é essencial.
Se perdermos isso, perderemos a dignidade nacional e nos tornaremos coadjuvantes do nosso próprio destino. As relações de cooperação passarão a ser de subordinação, e assistiremos ao colapso da ordem internacional, que tenderá a ser regida pela lei da selva, afirmou.
BRASIL IRÁ DEFENDER A PAZ
Ainda em seu discurso, o embaixador destacou que o Brasil não hesitará em defender a não intervenção e a paz na América do Sul.
Durante as manifestações das delegações, o discurso do embaixador dos Estados Unidos, Leandro Lizzuto, foi interrompido por uma mulher presente no local, que protestava contra os EUA e em apoio à Venezuela.
A reunião chegou a ser suspensa momentaneamente para a retirada da manifestante, que não foi identificada.