O sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou a ser manipulado na última terça-feira (20). Desta vez, houve a tentativa de expedição de mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O caso foi confirmado pelo CNJ na quinta-feira (22).
Mandados não chegaram a ser expedidos
Segundo o CNJ, os mandados não foram efetivamente expedidos, tendo ocorrido apenas uma alteração indevida de dados no sistema. Conforme o órgão, houve uma “substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras”.
CNJ nega invasão do sistema
O Conselho Nacional de Justiça afirmou que não houve invasão do sistema. Segundo o CNJ, dados de usuários de tribunais foram utilizados de forma indevida em decorrência de roubo de credenciais.
O órgão também reforçou que não houve violação nem comprometimento dos sistemas do CNJ, destacando que o episódio está relacionado ao uso indevido de informações de acesso, e não a uma falha estrutural de segurança.
"A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos", afirmou em nota.
A manipulação dos dados ocorreu da mesma forma que permitiu a expedição de alvarás de soltura fraudados responsáveis pela fuga de quatro detentos do Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, no dia 20 de dezembro.
Detentos deixaram prisão pela porta da frente
Na ocasião, os presos saíram pela porta da frente da unidade prisional, após a inserção de documentos falsificados no sistema judicial. Assim como no episódio mais recente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também negou que tenha havido invasão ou falha estrutural em seus sistemas.
Segundo o CNJ, os alvarás de soltura manipulados foram resultado do uso fraudulento de credenciais, como login e senha, obtidas de forma ilícita, e não de um ataque direto à infraestrutura tecnológica do órgão.