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Policial civil da Narcóticos é suspeito de desviar crack do PCC no Espírito Santo

Erildo Rosa Júnior foi preso na Operação Turquia com outros dois colegas.

Erildo Rosa Júnior, policial civil do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc) do Espírito Santo | Foto: Reprodução
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Um policial civil do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc) é suspeito de desviar parte de uma carga de crack apreendida durante uma operação na BR-101, no Sul do Espírito Santo. A droga estaria sendo revendida para traficantes, de acordo com informações do Ministério Público do Estado e da Polícia Federal.

Erildo Rosa Júnior foi preso na Operação Turquia com outros dois colegas. Segundo denúncias do MPES, o destino da droga era um grupo criminoso ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em Vitória. As informações foram publicadas pela colunista Vilmara Fernandes, nesta terça-feira (7).

INVESTIGAÇÃO

A denúncia do Ministério Público aponta que, no dia 18 de dezembro de 2023, uma equipe liderada por Erildo saiu da Serra com destino a Rio Novo do Sul para interceptar um ônibus que fazia a linha São Paulo–Vitória. 

Durante a ação, Josélia Soares Lopes Rebouças foi presa em flagrante. Segundo o registro oficial, com ela foram apreendidos 2 kg de crack e dois aparelhos celulares. No entanto, em depoimento, o traficante Yago Sahib Bahia, conhecido como “Passarinho” e apontado como integrante do PCC, afirmou que a carga real transportada seria de 8 kg da droga, mas apenas 2 kg teriam sido registrados pelos policiais.

O Ministério Público identificou uma série de irregularidades na condução do caso. O responsável pela ocorrência chegou a solicitar a destruição dos celulares apreendidos sem a prévia extração dos dados. A Justiça do Espírito Santo negou o pedido e revelou que a droga teria como destino o grupo ligado a Yago. 

O QUE DIZ O OUTRO LADO?

O advogado de Erildo disse que seu cliente participou, no ano de 2023, de uma apreensão de drogas realizada na BR-101, em atuação conjunta com outro policial, fato regularmente registrado em boletim de ocorrência.

Esclarece, ainda, que, após a apreensão, todo o material e as informações pertinentes foram encaminhados à autoridade policial competente, com a devida comunicação ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

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