A investigação sobre a morte do cão Orelha foi concluída pela Polícia Civil de Santa Catarina na última sexta-feira (26), após o cumprimento de 35 diligências solicitadas pelo Ministério Público de Santa Catarina. Além dessas medidas, os investigadores realizaram outros 26 atos investigativos e executaram 61 diligências complementares relacionadas ao caso.
De acordo com a corporação, os novos levantamentos reforçam e confirmam as conclusões iniciais do inquérito. Entre as providências solicitadas estava a exumação do corpo do animal, procedimento realizado no dia 11 de fevereiro.
CÃO COMUNITÁRIO
O cão vivia na região da Praia Brava, área turística de Florianópolis. Conforme a investigação, ele teria sido agredido no dia 4 de janeiro, encontrado por moradores no dia seguinte e encaminhado para atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.
As novas informações foram reunidas após solicitação do Ministério Público, que, no início de fevereiro, apontou a existência de lacunas no material inicialmente apresentado, o que impedia uma conclusão segura sobre os fatos.
SOB SEGREDO DE JUSTIÇA
Procurado, o MPSC informou que ainda não recebeu o resultado das diligências, enquanto o processo segue sob segredo de Justiça.
Quando o inquérito foi finalizado, em 3 de fevereiro, a Polícia Civil indicou um adolescente como autor das agressões que levaram à morte do animal e solicitou sua internação. No entanto, a Justiça decidiu adiar a análise do pedido até a conclusão das novas apurações.
Pedido do MP
Entre as solicitações feitas pelo Ministério Público está a necessidade de que o porteiro e o vigilante, apontados como testemunhas, identifiquem os suspeitos em imagens de vídeo e relatem com mais detalhes o ocorrido. No caso do porteiro, o órgão também requisitou esclarecimentos sobre como ele tomou conhecimento da morte do cão Orelha.