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Paciente com dengue morreu após ser atendida por falsos médicos em São Paulo

Os acusados foram identificados como Marcos Phelipe de Barros e Maike César Silva.

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  • Fisioterapeuta morre após parada cardíaca no Hospital de Clínicas Jardim Helena em São Paulo.
  • Dois homens, Marcos Phelipe e Maike Silva, são investigados por exercerem medicina ilegalmente e responsáveis por cerca de 2 mil atendimentos com nove óbitos.
  • Pai de um dos investigados também é suspeito de exercer medicina ilegalmente e ter ligação com crime organizado, segundo o secretário da Segurança Pública.
  • Investigação mira possíveis irregularidades no hospital e a atuação dos dois homens, que realizaram atendimentos por telemedicina em suas casas.
Falsos médicos em SP | Foto: TV Globo
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Uma fisioterapeuta diagnosticada com dengue sofreu uma parada cardíaca e morreu após ser atendida no Hospital de Clínicas Jardim Helena, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a vítima, na verdade, foi atendida por dois falsos médicos, que não souberam realizar manobras básicas de reanimação durante a emergência. O caso ocorreu em 2024.

As informações do caso foram divulgadas na terça-feira (26) durante coletiva sobre a Operação Hipócrates II, que investiga a atuação dos dois homens, identificados como Marcos Phelipe de Barros e Maike César Silva.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, o pai de Marcos Phelipe de Barros, um dos investigados, também exercia medicina ilegalmente e tinha ligação com o crime organizado.

Segundo a Polícia Civil, os dois foram responsáveis por cerca de 2 mil atendimentos em dois anos, com nove óbitos decorrentes de mau atendimento.

As apurações começaram após denúncias de irregularidades em atendimentos realizados no hospital em dezembro do ano passado. Segundo a polícia, um dos acusados também realizava atendimentos por telemedicina a partir da própria casa. 

As investigações também miram a possível omissão da direção do hospital. Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) afirmou que o exercício ilegal da medicina é caso de polícia e informou que, quando identifica profissionais se passando por médicos ou tentativas de registro com documentos falsos, aciona os órgãos competentes.

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