- Ex-presidente da comunidade espírita foi investigado por pedir favores sexuais em troca de cestas básicas.
- Ministério Público cumpriu quatro mandados em endereços ligados ao líder espiritual, incluindo a sede.
- Ex-integrante afirma que o líder fazia mulheres falar com ele por telefone e oferecia cestas em troca de favores.
- Investigação começou após denúncia de uma integrante e envolve crimes contra a dignidade sexual.
- Operação foi conduzida por múltiplos órgãos, incluindo Procuradoria-Geral de Justiça e Gaeco.
Um ex-presidente da Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo, de Goiânia, foi alvo de uma operação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) nesta quarta-feira (28). O suspeito, Moacir Mendanha Castelo Branco, de 72 anos, é investigado por pedir favores sexuais a mulher em troca de cestas básicas.
Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao líder espiritual, inclusive na sede da comunidade espírita, que está fechada temporariamente.
De acordo com um ex-integrante do local, o líder espiritual centralizava esse serviço e fazia com que todas as mulheres assistidas tivessem que falar com ele, por telefone. "Ele ligava para essas mulheres, às vezes, tarde da noite e chegava assediando. Ele oferecia a cesta em troca de favores sexuais, principalmente quando ele percebia que a pessoa tinha vulnerabilidade social. Pedia fotos íntimas, dentre muitas outras coisas", afirmou.
Segundo o Ministério Público, a investigação começou após a denúncia de uma integrante da comunidade espírita.
Ainda segundo o órgão, a suspeita é de que Moacir tenha usado sua posição de autoridade na comunidade e a fé das mulheres para submetê-las a condutas que, a princípio, configuram crimes contra a dignidade sexual, entre eles o crime de violação sexual mediante fraude.
A operação contra o investigado foi realizada pela Procuradoria-Geral de Justiça, em parceria com a 44ª Promotoria de Justiça de Goiânia, o Centro de Apoio Operacional Criminal (CAO Criminal), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Núcleo de Apoio às Vítimas (Navita).