- João Victor Silveira Vilaça, de 25 anos, foi condenado a 48 anos de prisão por matar a própria mãe em Belo Horizonte.
- O crime ocorreu em 31 de outubro de 2024, após discussão em que a mãe se recusou a emprestar o carro.
- Condenação considerou feminicídio qualificado, com agravantes como meio cruel e descumprimento de medida protetiva.
- José Victor confessou o assassinato e afirmou estar sob efeito de cocaína ao ser preso.
- Crime foi cometido contra ascendente, com abuso da relação de parentesco e sem possibilidade de reação da vítima.
João Victor Silveira Vilaça, de 25 anos, foi condenado nesta quinta-feira (6) a 48 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime fechado, por matar a própria mãe, Débora Silveira Vilaça, de 58 anos, em Belo Horizonte. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da capital mineira.
O crime ocorreu em 31 de outubro de 2024, no apartamento da família, no bairro Silveira, na região Nordeste da cidade.
O Conselho de Sentença, formado por quatro mulheres e três homens, reconheceu o crime como feminicídio qualificado, com agravantes por descumprimento de medida protetiva de urgência, motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, além do fato de o crime ter sido cometido contra ascendente, com abuso da relação de parentesco.
Crime ocorreu após discussão
Segundo a denúncia do Ministério Público, João Victor atacou a mãe com vários golpes de faca após uma discussão. Débora havia se recusado a emprestar o carro e tentou impedir que o filho saísse de casa para comprar drogas.
Ela foi encontrada morta na sala do apartamento, com ferimentos no rosto, pescoço e peito.
O laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi traumatismo cardíaco provocado por arma branca e confirmou indícios de meio cruel. Conforme a investigação, o ataque ocorreu de forma repentina, sem possibilidade de reação da vítima.
Réu confessou o assassinato
Após o crime, João Victor roubou duas televisões da residência, que, segundo a investigação, foram trocadas por drogas. Ele também utilizou o cartão de crédito da mãe para realizar uma compra de R$ 95.
Em seguida, fugiu com o Peugeot 207 da vítima e foi localizado na manhã seguinte, em 1º de novembro de 2024, enquanto bebia em um bar no bairro Serra.
Ao ser preso, confessou o homicídio e afirmou que estava sob efeito de cocaína.
Histórico de violência doméstica
Débora já possuía uma medida protetiva de urgência contra o filho, concedida em razão de episódios anteriores de violência relacionados ao uso de drogas.
Segundo o processo, familiares relataram que a relação entre mãe e filho era marcada por conflitos frequentes e pelo temor da vítima.
A condenação teve como base provas como o boletim de ocorrência, laudos periciais e de necropsia, confronto papiloscópico que identificou digitais do réu no local, depoimentos de testemunhas e a própria confissão.
Antes do julgamento, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza já havia mantido a prisão preventiva de João Victor, citando a gravidade do crime, o histórico de violência doméstica e a necessidade de garantir a ordem pública. O Tribunal do Júri confirmou a condenação e determinou o cumprimento da pena em regime fechado.