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Facção cobrava até R$ 60 mil de candidatos para liberar campanha em bairros de Sobral

Com base nas investigações, foi deflagrada nesta terça-feira (11) a Operação “Omertà”, que resultou na prisão de três vereadores, um policial militar, um assessor jurídico da Câmara, um advogado e integrantes de uma facção criminosa.

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  • Polícia Federal e Ministério Público do Ceará revelam que Comando Vermelho cobrava até R$ 60 mil para políticos fazerem campanha em Sobral.
  • Operação "Omertà" deflagrada nesta terça-feira resultou na prisão de 11 pessoas e 25 mandados de busca e apreensão.
  • Investigação aponta que 'pedágio' era de R$ 30 mil para candidatos sem mandato e R$ 60 mil para aqueles com mandato.
  • Práticas de ameaça e cancelamento de eventos eleitorais em Sobral foram investigadas em relação ao processo de 2026.
  • Uma policial militar, casada com chefe de organização criminosa, foi presa na operação que investiga influência de facção nas eleições.
Operação “Omertà” | Foto: PF
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Em coletiva de imprensa, a Polícia Federal e o Ministério Público do Ceará revelaram que a facção criminosa Comando Vermelho cobrava “pedágio” de até R$ 60 mil para permitir que políticos fizessem campanha em bairros da cidade de Sobral. O esquema teria ocorrido em em 2024 e no processo eleitoral de 2026.

Com base nas investigações, foi deflagrada nesta terça-feira (11) a Operação “Omertà”, que resultou na prisão de três vereadores, um policial militar, um assessor jurídico da Câmara, um advogado e integrantes de uma facção criminosa. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão preventiva, além de 25 mandados de busca e apreensão e cinco medidas de afastamento cautelar de cargos públicos.

INVESTIGAÇÃO

Conforme as autoridades, os indícios apontam que o 'pedágio' cobrado era de R$ 30 mil para candidatos que não tinham mandato e de R$ 60 mil para candidatos que já tinham mandato.

Operação “Omertà” | FOTO: PF

As práticas de ameaças também foram investigadas em relação ao processo eleitoral de 2026, com o cancelamento de eventos e reuniões de políticos que seriam realizados em Sobral, após ameaças de morte e de atentados contra estabelecimentos e pessoas envolvidas na organização desses eventos.

Ainda durante entrevista coletiva, foi detalhado que uma das pessoas presas nesta terça-feira (11) é uma policial militar, que atuava no policiamento ostensivo, e que é casada com um chefe de uma organização criminosa em Sobral, que também está preso.

A suposta influência de uma organização criminosa nas eleições municipais de Sobral em 2024 e no processo eleitoral de 2026 é investigado pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), pelo Ministério Público Eleitoral, por meio da 3ª Promotoria Eleitoral, e pelo Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL). 

Buscas e apreensões de aparelhos celulares, documentos e outros materiais também integraram a ação. A operação também aplicou medidas cautelares, como a proibição do contato entre investigados e testemunhas.

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