- Empresário Leonardo Souza Ceschini foi condenado a 13 anos por matar esposa em briga por jogo de futebol.
- Morte ocorreu em janeiro de 2021, na frente dos filhos, em São Paulo, após discussão após final da Copa Libertadores.
- Leonardo confessou ter dado oito facadas na esposa, afirmando ter agido em defesa após agressão dela.
- Ele respondia ao processo em liberdade e foi preso em fevereiro de 2021, após ser denunciado pelo MP em julho de 2021.
- Juíza determinou que Leonardo fosse julgado em júri popular em fevereiro de 2024 após aceitar denúncia contra ele.
Um empresário identificado como Leonardo Souza Ceschini, de 39 anos, foi condenado a 13 anos de prisão pela morte da esposa após uma briga por causa de um jogo de futebol. A vítima levou oito facadas e foi morta na frente dos filhos do então casal em São Paulo.
Leonardo é Corinthiano já a representante comercial Érica Fernandes Alves Ceschini, de 34 anos, era palmeirense. O crime aconteceu em janeiro de 2021.
FILHOS PRESENCIARAM O CRIME
De acordo com as investigações, o homem agrediu a esposa na frente dos filhos. As crianças estavam no apartamento em que os pais moravam no momento do homicídio e tinham cerca de 2 anos naquela ocasião.
Leonardo, que respondia ao processo em liberdade, foi algemado e preso por policiais após a leitura da sentença. Em seguida foi levado para um presídio para começar a cumprir a pena.
CONFESSOU A MORTE
Leonardo confessou ter matado a esposa afirmando que eles haviam discutido no dia seguinte à final da Copa Libertadores, em 30 de janeiro de 2021. Na época, o Palmeiras foi campeão ao vencer o Santos por 1 a 0, no Rio. Ele diz a matou para se defender dela.
A Polícia Militar foi acionada por vizinhos que escutaram gritos vindo do apartamento no bairro São Domingos, Zona Norte da cidade. A mulher foi encontrada ensanguentada e já sem vida no chão da cozinha.
Em uma das versões apresentadas, o homem afirmou que Érica o teria agredido e tirado a própria vida em seguida. Depois, o empresário mudou a versão e confessou o crime. Ele deu três facadas no peito dela, quatro nas costas e uma numa das pernas.
RESPONDIA EM LIBERDADE
Leonardo foi preso em flagrante após o crime e foi solto ainda em fevereiro de 2021.A defesa alegou que o Ministério Público (MP) demorou para se manifestar sobre o caso.
Em julho de 2021, o MP denunciou Leonardo pelo assassinato. Naquele mesmo mês, a Justiça aceitou a denúncia contra o acusado, tornando-o réu no processo. Em fevereiro de 2024, a juíza Marcela Raia de Sant'Anna determinou que ele fosse a júri popular.