A argentina Agostina Páez foi presa no início da tarde desta sexta-feira (6) após ser flagrada em vídeo imitando gestos de macaco contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O crime aconteceu no dia 14 de janeiro deste ano.
Nesta quinta-feira, ela publicou um vídeo no Instagram dizendo que estava “morrendo de medo” após receber a decretação da prisão e que temia que seus direitos fossem “ainda mais violados”.
INVESTIGAÇÃO
A argentina de 29 anos, que é influenciadora e advogada, foi filmada imitando gestos de macaco, ato considerado racista, para um atendente do Barzin Ipanema. Com a repercussão, a polícia instaurou um inquérito. À polícia, ela declarou que não sabia que o gesto configurava crime no país e que se tratava de uma “brincadeira” direcionada às amigas.
Em depoimento à polícia, uma das vítimas, um garçom, declarou que era por volta das 5h50 quando Agostina começou a proferir injúrias de cunho racial após discordâncias em relação ao valor da conta. Enquanto o gerente tentava resolver a situação, a turista se aproximou da vítima lhe apontando o dedo e exclamou, em tom pejorativo: "seu negro!" e "negro de merda". O funcionário atacado, então, alertou a estrangeira sobre sua prática criminosa e acionou o 190. Em seguida, a argentina e duas amigas da mesma nacionalidade efetuaram o pagamento e foram embora.
O funcionário explicou à polícia que, para acessar a festa promovida pelo estabelecimento, todo cliente precisa pagar o valor da entrada antecipadamente, sendo disponibilizada uma pulseira individual com QR-Code, para contabilizar o consumo, a ser cobrado no final, exceto se o cliente desejar adquirir um "combo", que deve se quitado também de forma antecipada, "devido ao alto valor", esclareceu.
PASSAPORTE APREENDIDO
A advogada teve o passaporte apreendido pela polícia e não pode retornar à Argentina enquanto a investigação judicial estiver em andamento. Como Agostina entrou no país utilizando apenas a carteira de identidade, a Polícia Federal foi acionada para impedir que ela deixe o Brasil com o documento.