Nesta sexta-feira, a Justiça sueca iniciou o julgamento de um homem acusado de prostituir a própria esposa para 120 homens. Ele foi preso em outubro, depois que sua mulher o denunciou à polícia no Norte do país. Os casos ocorreram entre os dias 11 de agosto de 2022 e 21 de outubro de 2025.
O homem é acusado de publicar anúncios online, marcar encontros e monitorar e coagir sua parceira a fazer sexo, que ele então anunciava online para atrair mais clientes. O promotor descreveu essas ações como "exploração implacável".
A legislação sueca que regulamenta a prostituição pune os clientes proibindo a compra de serviços sexuais, mas não a sua venda, e também considera ilegal facilitar tais transações.
ACUSAÇÃO
O homem foi acusado de exploração sexual agravada, oito estupros, quatro tentativas de estupro e quatro agressões. "Ela havia estabelecido certos limites. Quando ele não os respeitou, quando a agrediu fisicamente depois que ela disse 'não', essas são situações que configuram acusações de tentativa de estupro ou estupro", explicou a promotora Ida Annerstedt à AFP.
Conforme a promotora, quase 120 pessoas são suspeitas de terem adquirido serviços sexuais. 26 pessoas foram acusadas. Martina Michaelsdotter, advogada do réu, disse à AFP que seu cliente nega as acusações.
Ele admite ter participado, em certa medida, da atividade da denunciante", afirmou a advogada, especificando que seu cliente insiste que "não a facilitou" e que não houve pressão nem violência. "Ele prestou auxílio em questões técnicas e administrativas, afirmou Martina.
(MeioNews com informações do GLOBO e AFP)