- Auricélia de Sousa Rocha, enfermeira, foi indiciada por tentar levar recém-nascida da maternidade em Teresina.
- Investigação concluiu que ela usou uniforme da unidade e simulou exames para retirar bebê da maternidade.
- Suposta gravidez foi simulada com documentos e objetos encontrados em sua residência, indicando planejamento.
- Inquérito foi encaminhado à Justiça com indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva.
Auricélia de Sousa Rocha, de 42 anos, foi indiciada por tentar levar uma recém-nascida, ocorrida no dia 6 de julho deste ano, dentro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) concluiu o inquérito na última sexta-feira (17).
Inquérito concluído
Em nota, a Polícia Civil destacou que Auricélia, que é técnica de enfermagem, permanece presa preventivamente e foi indiciada pelo crime previsto no artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990).
*Art. 237. Subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial, com o fim de colocação em lar substituto: Pena - reclusão de dois a seis anos, e multa.
Suspeita usou uniforme e tentou retirar bebê da maternidade
As investigações concluíram que, no dia de sua folga, Auricélia foi até a maternidade utilizando o uniforme da unidade. Segundo o apurado, sob o pretexto de conduzir a recém-nascida para a realização de exames, ela conseguiu que os familiares entregassem a criança.
Ela escondeu o bebê em uma bolsa e tentou deixar o local, momento em que foi impedida pela tia da criança, Daniela Beatriz. A familiar relatou, em suas redes sociais, que percebeu uma movimentação suspeita de Auricélia e, ao abordá-la, viu a bebê dentro da bolsa.
Suposta gravidez simulada
Conforme as investigações, Auricélia simulava estar grávida há vários meses, com base em dados telemáticos e documentos médicos. Na residência dela, foram encontrados objetos e um ambiente preparado para uma criança, “indicando possível planejamento prévio da ação”, informou a nota.
Inquérito foi encaminhado à Justiça
“Diante do robusto conjunto probatório reunido, a autoridade policial concluiu pela existência de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva, encaminhando o inquérito ao Poder Judiciário, com ciência ao Ministério Público e à Defensoria Pública para adoção das medidas legais cabíveis”, finalizou a nota.