SEÇÕES

Técnica de enfermagem deu golpe de R$ 100 mil em comadre antes de ser presa, diz delegado

A mulher foi presa nesta quarta-feira (28) enquanto trabalhava no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Ver Resumo ▼
  • Delegado Adalberto Júnior revela que enfermeira usava falsa doença para roubar R$ 100 mil de comadre em São Pedro do Piauí em 2025.
  • Patrícia Vieira da Silva foi presa no HUT após investigações revelarem que dinheiro foi usado em tratamentos estéticos, carro e jogos ilegais.
  • Vítimas relatam que enfermeira fingia ter câncer e pediu empréstimos para radioterapia, enganando colegas de trabalho para obter dinheiro.
  • Prejuízos variam de R$ 1 mil a R$ 100 mil, com vítimas sensibilizadas a emprestar dinheiro por acreditar na suposta doença da técnica.
  • Patrícia foi acusada de estelionato e usava parte do dinheiro para apostas em jogos virtuais, segundo o delegado.
Patrícia Vieira da Silva e o delegado Adalberto Júnior, à frente das investigações | Foto: Reprodução / TV Meio Norte
Siga-nos no

Em entrevista à TV Meio Norte, o delegado Adalberto Júnior explicou que o primeiro golpe da técnica de enfermagem Patrícia Vieira da Silva foi contra uma comadre dela, onde subtraiu R$ 100 mil na cidade de São Pedro do Piauí em 2025. A mulher foi presa nesta quarta-feira (28) enquanto trabalhava no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Segundo as investigações, a técnica de enfermagem afirmava estar com câncer e pedia dinheiro emprestado para custear o tratamento. No entanto, a doença nunca existiu, e os valores teriam sido usados para procedimentos estéticos, compra de carro, reformas na casa e outras despesas pessoais, além de jogos online ilegais.

A vítima se comoveu e deu o dinheiro, né? Depois, foi registrado o boletim de ocorrência, e a vítima informou que ela não tinha a doença. Após o registro do boletim e a oitiva da vítima, iniciamos as investigações. Analisamos os sistemas policiais e percebemos que havia quatro ou cinco boletins de ocorrência e um inquérito instaurado contra ela, todos envolvendo o mesmo artifício: alegar que estava doente para pedir dinheiro, declarou o delegado.

RELATOS DE VÍTIMAS

Em setembro deste ano, uma das vítimas decidiu ir atrás de Justiça e procurou a Polícia Civil. Em conversa à TV Meio Norte, ela e mais outra relataram como foram abordadas. 

Ela inventava uma doença e dizia às vítimas que estava com câncer e precisava concluir o tratamento de radioterapia. Chegava chorando, aos prantos, demonstrando desespero, e afirmava que estava devendo a agiotas porque havia pedido dinheiro emprestado para custear o tratamento e não tinha conseguido pagar. Era com esse argumento que ela convencia as pessoas a emprestar dinheiro. Todas as vítimas eram colegas de trabalho dela. Não houve vítimas de fora desse círculo: todas acabaram caindo no golpe, disse uma vítima.

Fui registrar o boletim de ocorrência em seguida. O valor foi de R$ 1 mil, que também emprestei a ela porque disse que estava enfrentando uma doença. Quando queremos ajudar uma colega, nós ajudamos, né? Não deixamos de oferecer ajuda. Fiquei sensibilizada com a situação, acreditando que era verdade, mas não era o caso dela. Ela usava isso para enganar as pessoas. Foi uma atitude de mau-caráter, disse outra vítima.

Segundo o delegado Adalberto Júnior, Patrícia também usava parte do dinheiro para apostar em jogos virtuais, como o chamado “Tigrinho”.

Os prejuízos variam de mil a 100 mil reais. Sensibilizadas com a suposta situação de saúde da técnica de enfermagem, algumas vítimas chegaram a fazer empréstimos para ajudá-la. Patrícia foi presa por estelionato.

O MeioNorte está à disposição para ouvir a defesa da técnica de enfermagem.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP