- Secretaria de Segurança do Piauí encontrou seringas e substâncias ilegais na geladeira da empresária Poliana Barbosa em Teresina.
- Policia investiga comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento, que teriam sido armazenados em sua clínica.
- Delegado Matheus Zannata afirma que as substâncias apreendidas não são autorizadas pela Anvisa e configuram crime contra a saúde pública.
- Operação deflagrada na manhã desta terça-feira após denúncias de vítimas, que levaram à prisão da investigada.
- Empresária, que não possui antecedentes criminais, será autuada por crime hediondo com pena de 10 a 15 anos de prisão.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência da empresária Poliana Barbosa, em Teresina, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) encontrou seringas armazenados na mesma geladeira onde havia alimentos. Ela é investigada por suspeita de comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento. A operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (4).
Tudo isso leva a crer que a investigada fazia a comercialização desses medicamentos para emagrecimento e utilizava sua clínica para essa atividade. Ela possui uma clínica de saúde e beleza na cidade de Teresina. Além disso, é acadêmica de um curso da área da saúde e foi conduzida à Secretaria de Segurança para ser autuada pelo crime contra a saúde pública, cuja pena pode variar de 10 a 15 anos de prisão. Trata-se de um crime hediondo, disse o delegado Matheus Zannata, superintendente de Operações Integradas da SSP.
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Além das seringas, os policiais apreenderam ampolas e substâncias armazenadas em caixas de isopor que, segundo a investigação, seriam destinadas à prática criminosa.
Foi por meio das denúncias de várias vítimas que a polícia conseguiu chegar até a empresária. Agora, a Secretaria de Segurança faz um apelo para que outras pessoas que se sintam lesadas também procurem a Polícia Civil e denunciem o caso, ajudando a ampliar as investigações.
Fizemos os levantamentos e encontramos indícios da veracidade dessas denúncias. Hoje, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, confirmamos as denúncias recebidas [...] Essas substâncias não são autorizadas pela Anvisa e, por isso, não podem ser comercializadas no Brasil [...] A investigada não possuía antecedentes criminais. Fizemos essa verificação e constatamos que ela não tinha nenhum histórico criminal. A partir de agora, porém, responderá pelo flagrante que está sendo lavrado na Secretaria de Segurança, acrescentou o delegado.
Com os mandados de busca e apreensão cumprido, as investigações continuam para esclarecer a origem dos produtos apreendidos e verificar a existência de outros envolvidos na comercialização irregular.