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Prorrogado inquérito sobre lavagem de dinheiro envolvendo o PCC e postos de gasolina no Piauí

A Operação Carbono Oculto 86 foi deflagrada em 5 de novembro de 2025, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 5 bilhões por meio de postos de combustíveis ligados ao PCC.

Postos HD, alvos do DRACO no Piauí | Foto: SSP
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O inquérito da Operação Carbono Oculto 86, que apura um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 5 bilhões por meio de postos de combustíveis ligados à facção criminosa PCC, foi prorrogado. A informação foi confirmada pelo delegado Laércio Evangelista, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), em entrevista à Rede Meio Norte

A investigação veio a público em novembro de 2025. Conforme o DRACO, “apenas análises telemáticas e os laudos das fraudes” foram realizadas nas últimas semanas. Ainda segundo o departamento, “não há uma data certa” para a conclusão do inquérito. 

Delegado Laércio Evangelista | FOTO: Saymon Lima

CARBONO OCULTO 86

  • A Operação Carbono Oculto 86 foi deflagrada em 5 de novembro de 2025, após investigações iniciadas com a venda da rede HD, em dezembro de 2023, para a empresa Pima Energia e Participações;
  • 49 postos de combustíveis foram interditados nos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí, sendo 31 deles em território piauiense;
  • Conforme o DRACO, o PCC atuava na importação irregular de combustíveis, praticando fraudes em diferentes etapas da produção e da distribuição de gasolina e etanol;
  • Para esconder os reais beneficiários do esquema, a organização criminosa utilizava laranjas, fundos e fintechs para movimentar recursos ilícitos;
  • As investigações também revelaram que o PCC construía uma distribuidora de combustíveis na BR-343, entre Teresina e Altos, com o objetivo de ampliar a atuação para outros estados.

Postos interditados em Teresina | FOTO: SSP

QUEM SÃO OS INVESTIGADOS? 

  • Haran Santhiago e Danillo Coelho de Sousa, apontados como proprietários da Rede HD;
  • Moisés Eduardo Soares Pereira
  • Salatiel Soido de Araújo
  • Denis Alexandre Jotesso Villani
  • João Revoredo Mendes Cabral Filho

Ainda segundo a investigação, há indícios de fraude fiscal e de emissão de notas fiscais frias pelo grupo, além do uso de fundos e holdings para ocultar recursos. 

À época, o secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, afirmou que o PCC escolheu o estado por acreditar que encontraria “menos fiscalização” e uma estrutura institucional mais frágil. Segundo ele, o grupo criminoso apostava que o Piauí seria um território de baixo risco para movimentações financeiras ilegais.

DIRETOR DO IMEPI FOI AMEAÇADO 

Após a descoberta do esquema de lavagem de dinheiro, o diretor-geral do Instituto de Metrologia do Estado (IMEPI), Júnior Macêdo, foi alvo de ameaças e intimidações por parte da facção criminosa. Segundo ele, isso ocorre após o órgão colaborar com a Secretaria de Segurança Pública na interdição dos postos alvos da Operação Carbono Oculto 86.

Diretor-geral do Instituto de Metrologia do Estado (IMEPI), Júnior Macêdo | FOTO: ReproduçãoOs postos de combustíveis seguem interditados.

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