- Homem suspeito de envolvimento no assassinato de Cauã Keidson foi preso na quarta-feira em Teresina.
- Vítima foi morta com disparos de arma de fogo no campo Palmeirão, zona Norte da cidade.
- Suspeito alegou legítima defesa, mas testemunhas contradizem a versão e indicam outro autor dos tiros.
- Homem preso diz ter guardado drogas da vítima e ido ao local para devolver, mas investigação não confirma.
- Outro suspeito do crime foi identificado, mas ainda não foi preso pela polícia.
Um dos suspeitos de envolvimento no assassinato de Cauã Keidson de Oliveira e Silva, de 21 anos, ocorrido em março deste ano, foi preso na manhã desta quarta-feira (16). A vítima foi morta com disparos de arma de fogo nas proximidades do campo Palmeirão, no São Joaquim, zona Norte de Teresina.
Em entrevista à Rede Meio Norte, o delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), informou que, inicialmente, o suspeito, identificado como Emanuel, havia alegado que teria atirado e que seria em legítima defesa. No entanto, relatos de testemunhas apontam outra versão.
Segundo a autoridade, Cauã foi atraído até o local para um encontro marcado e, posteriormente, foi atingido pelos tiros. Ele foi socorrido pela namorada e por outro rapaz ao Hospital do Buenos Aires, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
SUSPEITO ERA CONHECIDO DA VÍTIMA
O delegado informou que Emanuel era conhecido da vítima, que o chamava de “compadre”. Dias após o crime, ele apresentou-se voluntariamente à polícia. Na ocasião, assumiu a autoria dos disparos e alegou ter agido em legítima defesa.
A vítima foi lá, não acreditava que seria morta. Ela foi até o local, com um encontro marcado. Ao se aproximar, já sofreu os disparos. Só que na versão desse indivíduo, a vítima teria tentado puxar algo, e ele atirou primeiramente. Então, ele quer alegar uma legítima defesa. Mas segundo as testemunhas, não foi bem isso que ocorreu, disse.
No entanto, os depoimentos das testemunhas indicam que a vítima sofreu imediatamente os disparos assim que se aproximou e que ele não foi o autor dos disparos.
Segundo testemunhas, na verdade, quem atirou na vítima, não foi nem esse indivíduo que está sendo preso agora. Ele só era parceiro do verdadeiro autor. Estavam os dois lá no local, o parceiro desse líder atirou. Ele estava presente, mas não atirou, destacou a autoridade.
Ainda conforme o delegado, há o relato do suspeito de que ele havia guardado drogas pertencentes a Cauã e que teria ido ao local para devolver o entorpecente.
Esse indivíduo preso nesse momento, ele alegou à ocasião que havia guardado uma droga da vítima. A vítima estaria pressionando, ele teria ido ao local para devolver a droga. É a versão dele. Mas segundo a investigação, não ocorreu bem assim. Ele vai ter uma oportunidade de esclarecer agora nesse momento, disse.
O outro suspeito de ser o autor dos disparos também foi identificado pela polícia, mas ainda não foi preso.