O soldado da Polícia Militar Gabriel Veras Tomaz Silva foi denunciado e conduzido por agressões físicas contra sua namorada neste domingo (26), dentro de um condomínio no bairro Santa Lia, na zona Leste da capital. A vítima, que é jornalista, ficou mantida em cárcere privado conseguiu pedir ajuda e foi encaminhada para a Casa da Mulher Brasileira.
Ao Meio News, a delegada Lucivânia Vidal informou que o caso está sendo investigado. Em nota, a Polícia Militar do Piauí informou que o Gabriel Veras Tomaz Silva foi autuado e conduzido ao presídio Militar, onde está à disposição da justiça. Veja a nota no final da matéria.
O QUE ACONTECEU?
Conforme relato do irmão da vítima à reportagem, tudo começou na manhã do domingo (26), quando ela se levantou para preparar o café da manhã e, ao retornar para o quarto, foi surpreendida com as agressões do suspeito. Segundo ele, o PM teria apertado o pescoço da vítima.
O familiar ainda informou que, por volta das 13h às 13h30, uma série de agressões físicas teria sido cometida pelo suspeito. De acordo com o relato, ele estrangulou a vítima em diversas ocasiões, bateu a cabeça dela contra o chão e as paredes, prensou seu braço na porta e imobilizou sua cabeça contra o sofá.
Ainda segundo a denúncia, o agressor empurrou a cabeça da vítima com os pés contra o braço do sofá, fazendo com que ela perdesse o controle urinário, e tentou forçá-la a um ato íntimo, mesmo após ela tentar se defender.
O relato também descreve que, em um dos momentos, o agressor arrastou a vítima até o banheiro, onde a manteve sob o chuveiro contra sua vontade. Durante o período em que esteve sendo mantida na casa, ela tentou se defender e só conseguiu pedir ajuda à noite, após se trancar no banheiro.
PEDIU SOCORRO
O suspeito ainda teria tentado arrombar a porta e, em seguida, jogou o celular e as chaves para dentro, afirmando que ela poderia pedir ajuda, mas que nada aconteceria. Mesmo assim, ela conseguiu acionar a polícia e enviar mensagens a familiares e a grupos de jornalistas pedindo socorro.
Ela permaneceu no local até a chegada da polícia. Conforme o Boletim de Ocorrência, antes da entrada da guarnição no imóvel, Gabriel foi orientado a se posicionar na janela com as mãos visíveis, para garantir que não estivesse portando arma de fogo. Ele foi encontrado sem camisa e indicou onde estava a arma.
Ao ser abordada, a vítima aparentava estar em estado de choque e relatou ter sido agredida. Familiares chegaram ao local pouco depois. O suspeito foi conduzido à Central de Flagrantes, enquanto a jornalista foi levada em outra viatura para prestar depoimento.
O irmão ainda relatou que, apesar de estarem juntos, eles estavam em processo de separação e já havia um histórico de ameaças e agressões verbais e psicológicas por parte do suspeito, mas que ela nunca havia denunciado por medo.
Ele frisou que, quando os policiais entraram, a vítima foi retirada do local, enquanto o agressor permaneceu na residência, interagindo com a equipe policial e, posteriormente, com colegas.
O QUE DISSE A POLÍCIA MILITAR?
No comunicado, divulgado na manhã desta segunda-feira (27), a Polícia Militar destacou também que será instaurado um procedimento administrativo para apurar rigorosamente a conduta do agente, assegurando o devido processo legal.
Por fim, a corporação reforçou que não compactua com qualquer tipo de violência, especialmente no âmbito doméstico e familiar, e reiterou seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a proteção da sociedade.