Quase dois anos após a morte da pequena Ana Kerolaynne Gomes Nunes, o pai biológico da menina, Carlos Jeferson Gomes Silva, está desaparecido, e a família procurou o MeioNews para ajudar na divulgação das buscas. O crime contra a criança ocorreu em abril de 2024 em Esperantina (PI), quando a mãe e o padrasto dela foram presos acusados de envolvimento no caso.
Segundo os familiares, Carlos está desaparecido desde dezembro de 2025, quando saiu da casa da mãe com destino à residência do pai. Após isso, passou dias sem dar qualquer notícia e não foi mais visto. Um boletim de ocorrência foi registrado na época, mas somente agora a família decidiu ampliar a divulgação do caso, na tentativa de obter informações sobre o paradeiro dele.
O irmão, a mãe de Carlos e o então padrasto dele confirmaram o desaparecimento, que ainda não teve as circunstâncias esclarecidas. "Eu fiz o B.O, fui lá no IML, mas eu não encontrei ele não. Eu fui lá no policial, ele disse que ia entrar em buscas", informou Irisnalda Gomes, mãe de Carlos Jeferson.
O MeioNews tentou contato com o Departamento de Desaparecidos, mas não obteve retorno, o espaço segue aberto.
CASO ANA KEROLAYNNE
No dia 15 de abril de 2024, Ana Kerolaynne, de 3 anos, deu entrada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) com diversas fraturas pelo corpo e em estado gravíssimo. No dia 22, a unidade confirmou a morte da criança após a conclusão do protocolo de morte encefálica.
Ainda no mesmo dia, a mãe e o padrasto foram presos e autuados por homicídio qualificado pela tortura, além de violência doméstica e familiar contra menor e feminicídio.
Segundo a família, Ana Kerolaynne e a irmã mais velha moravam há vários meses com a avó paterna, em Teresina, e já estavam matriculadas em escolas da capital. Em janeiro de 2024, a mãe levou a menina para morar com ela em Esperantina. “Foi submetida a constantes episódios de tortura. Além disso, ficou comprovado que no dia 14 de abril de 2024, o casal, de forma cruel, promoveu a morte da vítima, mediante o recurso da tortura", informou a delegada Polyana Oliveira, responsável pelo caso na época, à imprensa.
Em abril de 2025, a Justiça do Piauí negou o pedido de habeas corpus e manteve a prisão de Maria Kerolaynne Nunes de Oliveira (mãe); no entanto, o MeioNews apurou que ela está solta. O padrasto segue preso.