Após a morte de mais de 10 cães e gatos por envenenamento — caso que resultou na prisão do ex-vereador e empresário Francisco das Chagas Rodrigues — o Ministério Público do Piauí (MPPI) passou a adotar uma série de medidas voltadas à proteção e ao bem-estar dos animais diante dos episódios recentes.
De acordo com a promotora de Justiça Gabriela Almeida de Santana, foi determinada a adoção imediata de providências, dentre as quais:
- a expedição de ofício à Prefeitura Municipal de Paulistana para que, no prazo de 20 dias, preste informações detalhadas sobre os fatos e as medidas já adotadas, bem como aquelas que pretende implementar;
- solicitação à Vigilância Sanitária Municipal para a realização de inspeção no canil municipal, com apresentação de relatório circunstanciado no prazo de 10 dias.
Também foi determinado que a Delegacia Regional de Polícia de Paulistana informe, no prazo de 10 dias, a existência de procedimentos policiais relacionados aos fatos, promovendo, se necessário, a instauração de investigação, além de realizar levantamento dos boletins de ocorrência relativos a maus-tratos a animais.
Em 2023, o MPPI deu início a um procedimento administrativo com o objetivo de apurar denúncias de maus-tratos a animais. Ainda no mesmo ano, foi implementado um canil provisório. Em 2024, foi instaurado um novo procedimento, intensificando as diligências.
ENVENENAMENTO EM PAULISTANA
No dia 17 de abril, o ex-vereador e empresário Francisco das Chagas Rodrigues foi preso suspeito de envenenar cães e gatos na cidade de Paulistana. Ele foi localizado na cidade de Petrolina (PE).
As investigações começaram após o surgimento de vários cães mortos na região central de Paulistana, principalmente nas proximidades da Praça de Brinquedos, com indícios de envenenamento.
As gravações de câmeras de monitoramento mostram o suspeito se aproximando de uma garagem próxima ao seu estabelecimento com um recipiente semelhante a uma quentinha, oferecendo alimento aos animais. Cerca de 20 minutos após a ingestão, os cães passaram a apresentar sintomas como agonia e convulsões, morrendo no local.
De acordo com a Gerência de Proteção Animal da Secretaria de Segurança Pública do estado, vários animais foram vítimas do crime, registrado no dia 11 de abril.