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Menina atropelada no caso Lokinho sofre de síndrome do pânico, diz advogado da família

O advogado afirmou que ela tem dificuldade para realizar atividades cotidianas sem chorar ou apresentar sinais de sofrimento emocional.

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  • Maria Gabriela, vítima do atropelamento em Teresina, sofre com síndrome do pânico e trauma emocional após o acidente de outubro de 2024.
  • Advogado relata que a menina tem dificuldade em realizar atividades cotidianas e revive constantemente o momento do atropelamento.
  • Maria Gabriela descreve em detalhes a imagem do acidente que permanece gravada em sua memória, segundo o advogado Luan Félix.
  • Tratamento psicológico da criança não é custeado pelos réus, que também não apresentam plano de pagamento de pensão às vítimas.
  • Acidente ocorreu em 6 de outubro de 2024, em Teresina, com acusação de dirigir sem habilitação e em alta velocidade.
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Maria Gabriela, uma das vítimas do atropelamento envolvendo o influenciador Pedro Lopes, conhecido como Lokinho, passou a sofrer de síndrome do pânico após o acidente ocorrido em outubro de 2024, em Teresina. Segundo o advogado Luan Félix, que representa familiares das vítimas, a menina enfrenta abalos psicológicos frequentes e precisa de acompanhamento psicológico para lidar com o trauma.

Em relato sobre o estado de saúde da criança, o advogado afirmou que ela tem dificuldade para realizar atividades cotidianas sem chorar ou apresentar sinais de sofrimento emocional. De acordo com ele, a vítima revive constantemente as lembranças da tragédia, principalmente o momento em que a mãe foi atingida pelo veículo.

“É como se aquele momento ficasse gravado em loop na memória dela, porque o temor aterroriza ela constantemente”, relatou Luan Félix.

O advogado também contou que, durante uma conversa recente, Maria Gabriela descreveu a imagem do atropelamento que continua presente em sua memória. “Doutor, eu me vejo no momento que estou aqui parada, andando com a minha mãe aqui, e o carro joga a minha mãe para cima. Essa é a imagem que eu vejo todos os dias”, teria dito a menina, conforme o relato do advogado.

Ainda segundo Luan Félix, Maria Gabriela realiza tratamento psicológico, mas os custos não estariam sendo assumidos pelos réus do processo. O advogado criticou a falta de assistência às vítimas e aos familiares após a tragédia.

“Ela faz tratamento psicológico hoje e não está tendo nenhum custeio por conta dos réus. Não está dando nenhuma ajuda, nem nada, eles não se solidarizam nem nada”, afirmou.

Advogado denuncia que Lokinho não paga pensão às vítimas

O advogado Luan Felix, que representa familiares das vítimas do atropelamento envolvendo Lokinho, afirmou que os réus não apresentam um plano de pagamento de pensões e indenizações às crianças que perderam as mães no acidente ocorrido em 6 de outubro de 2024, na zona Sul de Teresina.  

Relembre o caso

O acidente ocorreu na noite de 6 de outubro de 2024. Conforme a denúncia do Ministério Público do Piauí (MPPI), Stanlley dirigia um veículo pertencente a Pedro Lopes, o Lokinho, em alta velocidade e sem possuir habilitação. A acusação aponta que o motorista teria mudado de faixa bruscamente, supostamente para assustar pedestres, e atingido Kassandra e Marly, além de deixar duas crianças gravemente feridas.

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