Com sete casos registrados, março concentrou o maior número de afogamentos no Piauí neste início de ano. Segundo o levantamento do Corpo de Bombeiros, o estado contabilizou dez ocorrências no primeiro trimestre de 2026, o que, apesar do número preocupante, representa uma redução em relação aos 18 casos registrados no mesmo período de 2025.
VEJA OS DADOS:
| Ano | Janeiro | Fevereiro | Março | Total |
|---|---|---|---|---|
| 2025 | 6 | 7 | 5 | 18 |
| 2026 | 1 | 2 | 7 | 10 |
* Tabela feita com base nos dados enviados ao MeioNews pelo Corpo de Bombeiros do Piauí.
PRINCIPAIS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA OS AFOGAMENTOS
Em entrevista à Rede Meio Norte, o coronel Egídio Leite destacou que diversos fatores contribuem para a incidência de afogamentos, entre eles a ingestão de bebidas alcoólicas e nadar em locais desconhecidos.
Às vezes, ele [banhista] enfrenta uma correnteza que ele não estava esperando, uma profundidade que ele não estava esperando. Há pessoas que dominam o nado mas que não têm o condicionamento físico adequado, terminam cansando e se afogando, contribuindo para essa estatística do número de afogamentos que nós temos.
Além disso, ele alertou que a ingestão de bebidas alcoólicas prejudica os reflexos e está associada a outros tipos de acidentes. "Nós precisamos evoluir num aspecto preventivo pra que as pessoas entendam que o álcool não combina com o nado e pode provocar acidentes", disse.
É necessário fazer uma análise dos riscos que estão postos naquele local e se verificar se é ou não propício para o banho; se não é, se conformar em ficar sempre nas áreas mais rasas.