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Líder de grupo que clonava WhatsApp e aplicava golpes é preso em 2ª fase de operação em Teresina

Suspeito é apontado como mentor de esquema que causou prejuízo de R$ 500 mil

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  • Lívio da Caverna foi preso na quinta-feira (20) durante a 2ª fase da operação "Chip Falso", liderando esquema de fraudes eletrônicas.
  • Ele é acusado de captar vítimas, oferecer valores e facilitar invasões de sistemas, causando prejuízo de R$ 500 mil.
  • Operação investiga golpe do SIM Swap, que envolve clonagem de contas e transferências fraudulentas de linhas telefônicas.
  • Companheira de Lívio, Rosana, foi presa em julho e é acusada de usar informações privilegiadas de operadora para fraudes.
  • DRCC coordenou ações que resultaram na prisão de seis pessoas e busca por outros 16 alvos em investigação criminal.
Lívio Fernando de Oliveira Sousa | Foto: Reprodução
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Lívio Fernando de Oliveira Sousa, mais conhecido como Lívio da Caverna, foi preso na manhã desta quinta-feira (20), durante a 2ª fase da operação “Chip Falso”, que investiga um grupo especializado em fraudes eletrônicas e invasões de sistemas informáticos, com a prática do golpe do "SIM Swap". Ele é apontado como o mentor e líder do esquema, que teria causado um prejuízo de ao menos R$ 500 mil.

O suspeito é companheiro de Rosana Rodrigues da Silva, que foi presa após se entregar à polícia no dia 30 de julho. Lívio era considerado foragido e foi capturado no bairro Três Andares, na zona Sul de Teresina. Em entrevista, o delegado Humberto Márcola destacou a atuação do suspeito no grupo:

Ele é o líder da organização, ele captava as pessoas, ele oferecia valores para as pessoas. Nós já temos essa informação. As pessoas, que entregavam esses cadastros, já confessaram dizendo que ele abordava, fazia festa, nas festas ele oferecia valores para que a biometria desse pessoal pudesse ser inserida de forma não autorizada no sistema das operadoras.

Segundo o delegado Humberto Márcola, Lívio já havia sido baleado em outra ocasião no início deste ano. "Estava ainda nessa casa, onde nós conseguimos localizá-lo. Quando entramos, ele não esboçou qualquer tipo de reação e já temos a confissão dele em outro procedimento e estamos aguardando agora para interrogatório", afirmou.

COMO FUNCIONAVA O GOLPE?

As investigações apontam que a fraude do "SIM Swap' consiste na transferência ilegal de linhas telefônicas de clientes legítimos para chips virgens controlados pelos criminosos. Com o acesso ao número das vítimas, o grupo conseguia praticar diversos tipos de fraude.

  • Clonagem de contas de WhatsApp para aplicar golpes, como falso parente e falso advogado;
  • Invasão de contas bancárias e realização de transferências indevidas;
  • Compras fraudulentas utilizando dados das vítimas.

Nós já apuramos que a liderança, ela conseguia entrar, invadir o sistema de operadores telefônicos no Brasil, fizeram várias vítimas no Brasil e aqui em Teresina. Foi muito proveitosa a primeira fase, porque nós tivemos informações de como eles conseguiram entrar no sistema. Já sabemos como como eles entravam, nós não vamos divulgar aqui para não prejudicar as investigações, mas a liderança presa hoje, ela vai fornecer ainda mais informações e possivelmente teremos mais fases dessa operação.

Os suspeitos utilizavam documentos falsificados, selfies biométricas manipuladas e até imagens produzidas com inteligência artificial para burlar os sistemas de validação de identidade, técnica conhecida como "injeção de selfie".

CASA USADA PARA ATRAIR PESSOAS

Segundo a autoridade, mesmo após a polícia identificar uma casa no bairro Monte Castelo, onde eram realizadas festas para atrair pessoas e aplicar os golpes, os suspeitos continuaram a fraude em outro imóvel.

Essa informação de festa na nova casa, nós não temos, mas já podemos afirmar que eles saíram da da Rua Sísifo, lá na no Monte Castelo, e foram para uma outra casa e lá continuaram aplicando o golpe. Você vê a reincidência, a ousadia nesse tipo de modalidade. Nós estamos ainda em investigações, iremos, com certeza, concluir essas investigações, disse o delegado

A ação é coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). Conforme o delegado,  até o momento, seis pessoas foram presas nesta fase, e a polícia continua em busca de outros 16 alvos. 

COMPANHEIRA DE LÍVIO

Rosana rodrigues é uma ex-funcionária de uma empresa de telefonia e é apontada como a principal articuladora do esquema.  As investigações apontam que a mulher teria usado informações privilegiadas sobre os sistemas de uma operadora para aplicar o golpe do SIM Swap. 

Em seu depoimento, Rosana alegou ter sido utilizada pelo companheiro, mas o delegado informou que as provas colhidas no inquérito são robustas contra ela. 

Rosana relatou que foi utilizada, inclusive, pelo Lívio, que é seu companheiro, mas as provas, elas colidem com o interrogatório dela. Nós temos provas robustas de que ela participava também. O Lívio também participava. A nossa intenção é justamente angariar ainda mais provas e evidências para que a gente possa avançar. DRCC não para, a Polícia Civil do estado do Piauí não para também.

PREJUÍZO

Ainda de acordo com o delegado Humberto Márcola, pelo menos 120 pessoas forneceram suas biometrias para a organização. O esquema gerou um prejuízo estimado em pelo menos R$ 500 mil, fazendo vítimas em Teresina e em diversas outras regiões do Brasil. 

Nós temos pelo menos 120 pessoas que entregaram o seu cadastro, sua biometria facial para a liderança dessa organização, para que os chips que estavam em titularidade de outras pessoas no Brasil inteiro, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, temos quase o Brasil inteiro para transferir para chips.

1° FASE DA OPERAÇÃO

A 1° fase da operação "Chip Falso" foi deflagrada no dia 15 de julho deste ano. Ao todo, foram cumpridas 30 ordens judiciais na capital, que resultou na prisão de dez pessoas e na apreensão de aparelhos celulares e computadores durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

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