A Justiça resolveu manter a prisão do motorista de aplicativo suspeito de estuprar e roubar uma mulher em Teresina. A decisão, a pedido do Ministério Público do Piauí (MPPI), foi homologada após uma audiência de custódia sobre o caso ocorrida nesta terça-feira (13).
Durante a audiência, Ilko Paulo de Sousa Santos, esteve acompanhado de seu advogado de defesa, Eucherlis Teixeira. A prisão em flagrante não foi homologada pelo Judiciário, ou seja, não houve reconhecimento oficial da legalidade do flagrante.
No entanto, mesmo sem homologar o flagrante, a justiça acatou o parecer do MP e determinou a prisão preventiva.
O QUE DIZ A DEFESA
Em entrevista ao MeioNews, a defesa do suspeito comentou sobre o resultado da audiência e disse que irá recorrer nos autos do processo.
“O flagrante a pedido da defesa não foi homologado. Todavia, a juíza seguiu o parecer do ministério público pela prisão preventiva dele. A defesa formulará requerimentos nos autos do processo”, disse Eucherlis Teixeira.
Anteriormente, o advogado já havia falado à TV Meio Norte. Na ocasião, disse que seu cliente nega a acusação de estupro. Segundo ele, a imputação é grave e será enfrentada pela defesa no momento processual adequado.
Ele nega a imputação do crime de estupro, que é uma acusação de extrema gravidade. Amanhã, ele será submetido à audiência de custódia, quando o magistrado irá verificar a legalidade do flagrante e a possibilidade de concessão de liberdade provisória, disse.
O QUE DIZ A VÍTIMA
O motorista de aplicativo Ilko Paulo de Sousa Santos foi preso na tarde desta segunda-feira (12), em Teresina, suspeito de estuprar e roubar cerca de R$ 1.500 de uma mulher. A prisão foi realizada no bairro São Joaquim, durante ação coordenada pela Superintendência de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).
De acordo com o relato da vítima à polícia, o contato entre ela e o suspeito teve início no começo do mês, após uma corrida solicitada por aplicativo. Após o trajeto, o motorista teria passado a manter contato direto com a mulher, oferecendo corridas particulares, fora da plataforma, sob a justificativa de facilitar o serviço.
No domingo (11), segundo a vítima, o suspeito a convidou para jantar. Durante o deslocamento, no entanto, ele teria mudado a rota sem consentimento, passando a fazer ameaças. A mulher relatou que foi intimidada com uma faca e impedida de reagir, sob ameaça de morte.