- A Justiça do Piauí manteve a prisão do engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo por atropelar e matar motociclista.
- O acusado está preso desde o dia 15 de março, quando causou o acidente na Avenida Frei Serafim, em Teresina.
- A defesa alegou ausência dos requisitos legais para revogar a prisão preventiva, mas a Justiça entendeu que não foram apresentados fatos novos.
- O engenheiro foi indiciado por homicídio qualificado com dolo eventual e continua preso.
A Justiça do Piauí manteve a prisão do engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo, réu por atropelar e matar motociclista por aplicativo Edson Barbosa Dias. A decisão ocorre após um pedido da defesa para revogar a prisão preventiva. O acusado está preso desde o dia 15 de março quando causou o acidente na Avenida Frei Serafim, no Centro Sul de Teresina.
A defesa alegou a ausência dos requisitos legais previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal e argumentou que o acusado é tecnicamente primário e não possui antecedentes criminais. Contudo, a Justiça entendeu que não foram apresentados fatos novos ou elementos capazes de justificar a revogação da prisão preventiva.
A decisão também ressalta que a materialidade do crime está amparada por um conjunto robusto de provas já reunidas no processo, como a recusa ao teste do etilômetro, laudo pericial com resultado positivo para canabinoides e embriaguez.
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O CASO
Conforma a denúncia do Ministério Público do Piauí e com câmeras de monitoramento, no dia 15 de março de 2026, Edson havia deixado a esposa em uma entrevista de emprego e retornava para casa quando foi atropelado pelo engenheiro. A vítima aguardava o semáforo abrir no cruzamento das avenidas Miguel Rosa e Frei Serafim, o qual não foi respeitado pelo réu.
A moto da vítima foi arrastada por cerca de 40 metros. No carro do suspeito, a polícia encontrou bebidas alcoólicas, maconha e objetos para consumo. Ele foi contido por populares, levado à Central de Flagrantes, recusou o teste do bafômetro e apresentava comportamento alterado.
A vítima deu um salto de aproximadamente 57 metros de altura, uma pancada muito forte, provavelmente bateu a cabeça, provavelmente teve vários ossos quebrados [...] tudo indica que ele estava em alta velocidade, disse o delegado Odilo Sena, que atendeu a ocorrência.
O engenheiro foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado com dolo eventual, e continua preso.
Em sede de cognição sumária pelos crimes, verifica-se demonstrada a justa causa para a deflagração da ação penal, pois presentes indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva [...] assim, por atender às exigências do art. 41, do Código de Processo Penal, RECEBO a denúncia, diz a decisão à época que o engenheiro se tornou réu.