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Justiça mantém presos CEO da DF Group e mais 10 investigados por estelionato em Teresina

Os clientes eram atraídos pela promessa de rentabilidade de 10% sobre o valor investido, mas não recebiam o que era prometido, segundo a SSP.

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  • Justiça do Piauí prorrogou prisões de Douglas Fonseca e 10 pessoas investigados por estelionato e lavagem de dinheiro.
  • Grupo foi preso na sexta-feira em Teresina por prometer rendimento de 10% e não entregar resultados aos investidores.
  • Vítimas incluem fiéis de igrejas que acreditaram em promessas de rendimento e foram enganados por um suposto pastor.
  • Empresa movimentou R$ 100 milhões em dois anos e Douglas possuía bens de alto valor para atrair novos investidores.
  • Delagado afirma que empresa não tinha autorização da CVM e que Tharsio Moura Soares de Gusmão continua foragido.
Douglas Fonseca | Foto: Reprodução
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Nesta terça-feira (14), a Justiça do Piauí prorrogou as prisões de Douglas Fonseca, CEO da DF Group, e de mais 10 pessoas, investigados por estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O grupo foi preso na última sexta-feira pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP) em Teresina. Os alvos são: 

  1. Douglas Fonseca Araújo
  2. Ícaro Teixeira de Sousa
  3. Milena Alves Torres
  4. Viviane Alves da Silva
  5. Eduardo Lima de Sousa
  6. Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu
  7. Janda Maira de Sousa Silva
  8. Caio Guilherme Campelo
  9. Caio Fonseca Araújo
  10. Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo
  11. Lucas Soares Coutinho

INVESTIGAÇÃO

De acordo com a SSP, há mais de 100 boletins de ocorrência. Os clientes eram atraídos pela promessa de rentabilidade de 10% sobre o valor investido, mas não recebiam o que era prometido.

A cada dia, novas vítimas procuram a polícia após a prisão dos investigados.

Entre os denunciantes estão fiéis e membros de igrejas da capital, que afirmam ter investido dinheiro acreditando nas promessas. Uma das vítimas revelou que, entre os investigados, está um homem que seria pastor e que, segundo ela, utilizava a confiança dos fiéis para convencê-los a investir no esquema.

Tinha que investir nesse aí, nesse conhecimento, sobre entender sobre investimento e que o melhor investimento seria esse e foi aquela lavagem cerebral. A tropa todinha que fez investimento, essa galera nossa que fez o investimento, que era congregados, alguns já saíram, alguns se decepcionaram, saíram fora, como eu também saí fora, decepcionado com todos esses esses acontecimentos, disse uma vítima. 

O delagado Matheus Zanatta afirmou que durante a apuração, a polícia constatou que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro.

Além disso, a policia aponta que em dois anos, a empresa movimentou cerca de R$ 100 milhões. Segundo Zanatta, Douglas ostentava nas redes sociais carros importados, relógios de alto valor e viagens internacionais para atrair novos investidores.

Tharsio Moura Soares de Gusmão segue foragido.

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