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Idoso preso por receptação em Teresina possuía “arsenal” de ouro roubado; prejuízo pode ser milionário

O suspeito, que é portador de deficiência, foi localizado dentro do próprio apartamento, na zona Sudeste da capital, onde funcionaria o ponto central de armazenamento e revenda dos produtos

Material apreendido durante operação | Foto: Reprodução/Meio News
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A prisão de um idoso de 60 anos, na tarde desta quarta-feira (25), apontado como um dos principais receptadores de joias roubadas em Teresina, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de detalhes da operação realizada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). 

O suspeito, que é portador de deficiência, foi localizado dentro do próprio apartamento, na zona Sudeste da capital, no bairro Novo Horizonte, onde funcionaria o ponto central de armazenamento e revenda dos produtos.

Dentro do imóvel, os policiais encontraram uma grande quantidade de itens de alto valor: relógios, diversas peças em ouro e até garrafas de bebidas importadas. O volume chamou atenção das equipes e reforça a dimensão do esquema, que, segundo a polícia, teria causado um prejuízo milionário às vítimas.

ABORDAGEM

Em conversa exclusiva com a equipe do MeioNews, o coordenador do DRACO, Delegado Laércio, explicou como os policiais chegaram até o suspeito e o que foi encontrado no local.

“Demos cumprimento a um mandado de busca na residência de um receptador. Quando entramos no apartamento, nos deparamos com todo esse material. Já fizemos registros e estamos chamando as vítimas para reconhecimento”, afirmou.

Segundo as investigações, o homem atuava diretamente na compra e revenda de materiais roubados, principalmente joias. A negociação acontecia, inclusive, pelas redes sociais, onde os produtos eram oferecidos sem qualquer comprovação de origem. Ainda de acordo com o delegado, o próprio suspeito admitiu que adquiriu os itens de forma irregular.

“No momento em que encontramos o material, ele confessou que comprava sem nota fiscal e que tinha conhecimento da origem ilícita”, destacou.

A ação é um desdobramento da Operação Cerco Fechado, que vem sendo realizada desde o ano passado no Piauí com foco no combate a crimes como roubo, furto e receptação. A partir de levantamentos e troca de informações entre as forças de segurança, os investigadores conseguiram identificar o endereço e cumprir o mandado. O comandante do BEPI, coronel Alves, também comentou o resultado da operação e destacou a atuação integrada das forças de segurança.

“Esse é mais um resultado da integração entre as polícias. A gente vem trabalhando há bastante tempo no combate a esse tipo de crime, tanto contra quem rouba quanto contra quem compra esse material. Hoje conseguimos localizar um grande receptador”, disse.

As investigações apontam que parte das joias apreendidas pertence a vítimas de assaltos registrados, principalmente, na zona Leste da capital, muitos deles com uso de violência. Algumas dessas vítimas já estão sendo chamadas para reconhecer os objetos, que devem ser devolvidos após os trâmites legais.

Apesar de não possuir, inicialmente, antecedentes criminais, o suspeito já era monitorado pelas autoridades. Ele foi autuado por receptação qualificada e permanece à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o mapeamento desse tipo de crime na capital.

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