O delegado Sérgio Alencar afirmou que novas prisões podem acontecer no caso do golpe envolvendo a venda de falsas cartas de crédito no Piauí. A informação foi confirmada durante entrevista à TV Meio Norte. Segundo ele, o esquema tem atuação interestadual e segue sendo investigado pela Polícia Civil.
COMO ACONTECIA
O caso envolve a empresa Dias Soluções Investimentos, que representava a Multimarcas Consórcios. De acordo com a polícia, clientes eram atraídos pela promessa de receber rapidamente cartas de crédito para compra de bens, após o pagamento de uma entrada. No entanto, o valor prometido não era liberado.
Até o momento, mais de 40 pessoas já registraram boletins de ocorrência relatando terem sido vítimas do golpe. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 1 milhão. Durante as investigações, a Polícia Civil prendeu Ricardo Dias da Silva, apontado como proprietário da empresa. Em seguida, foi preso Arnaldo Pereira da Silva Filho, que atuava como vendedor e também participava da negociação das cartas de crédito.
Segundo o delegado Sérgio Alencar, Arnaldo oferecia aos clientes supostas cartas já contempladas e garantia que o dinheiro seria liberado em até 40 dias. No entanto, os contratos assinados eram de consórcios comuns, que só permitem a liberação do valor por sorteio ou lance.
“O cliente acreditava que receberia o dinheiro rapidamente, mas isso não acontecia”, explicou o delegado. Ainda de acordo com Sérgio Alencar, o esquema funciona desde 2022 e atua em cidades do Piauí e do Maranhão, o que caracteriza um crime interestadual. A polícia investiga outras empresas ligadas à Multimarcas e não descarta novas prisões.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar ocorrência. O inquérito segue em andamento. O MeioNews deixa o espaço aberto para a defesa de Ricardo Dias da Silva e Arnaldo Pereira da Silva Filho, assim como de possíveis representantes das empresas Dias Soluções Investimentos e Multimarcas Consórcios. Denúncias sobre possíveis prejuízos causados também devem ser comunicadas e registradas junto à Polícia Civil.