SEÇÕES

“Estado jamais vai temer”, diz Charles Pessoa após prisão de 7 pessoas que ameaçaram assassiná-lo

SSP-PI desarticulou plano para assassinar o delegado Charles Pessoa durante operação em Castelo do Piauí; sete pessoas foram presas e 14 mandados judiciais cumpridos

Ver Resumo
  • SSP-PI desarticulou plano para assassinar delegado Charles Pessoa em Castelo do Piauí durante operação policial.
  • Delegado destacou que ameaças criminosas reforçam compromisso com combate à criminalidade no estado.
  • Plano seria reação de facção criminosa a operações policiais na região Norte do Piauí.
  • Investigação aponta que criminosos usavam redes sociais e comunicação informal para articular ameaças.
  • DRACO informa que suspeitos têm antecedentes por tráfico, porte ilegal de arma e roubo e serão interrogados.
Siga-nos no

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) desarticulou, na manhã desta terça-feira (23), um novo plano para assassinar o delegado Charles Pessoa durante uma operação realizada no município de Castelo do Piauí.

Ao comentar a ação, o delegado ressaltou que as forças de segurança não serão intimidadas pelas organizações criminosas e afirmou que as ameaças apenas reforçam seu compromisso com o combate à criminalidade no estado.

“O Estado jamais vai temer. No meu dicionário não existe a palavra medo. Pelo contrário: quanto mais sou ameaçado, mais motivação tenho para acordar cedo e seguir trabalhando com profissionalismo e combater o crime”, afirmou.

Segundo as investigações, o plano seria uma reação de integrantes de uma organização criminosa às recentes operações das forças de segurança na região Norte do estado. Charles Pessoa revelou ainda que o cenário de ameaças se tornou recorrente e tem impactado diretamente sua rotina pessoal e familiar.

“Uma ameaça ao agente público é uma ameaça ao próprio Estado. A gente não pode normalizar isso. Diariamente recebemos informações por meio de colaboradores e mensagens nas redes sociais. Recentemente, a própria inteligência da Polícia Federal e da FICCO encaminhou um relatório informando que membros de uma facção criminosa estavam monitorando nossa rotina e a de nossos familiares. Eles chegaram a identificar a academia que frequentávamos. Por isso, tivemos novamente que mudar nossa rotina”, disse.

Investigação

As investigações apontam que, após operações policiais na região, integrantes da facção passaram a articular ameaças e incentivar ataques.

(Saymon Lima/ Meio News)

Para o delegado, as mudanças constantes de endereço e hábitos já fazem parte da realidade dele e da família, diante do nível de exposição.

“Hoje é de conhecimento público que tenho três ou quatro endereços diferentes, porque precisamos alterar constantemente nossa rotina. Não conseguimos manter uma vida regular, nem eu nem meus familiares. É algo que exige uma reflexão. Esses criminosos não podem ameaçar agentes públicos acreditando na impunidade”, completou.

Investigações continuam

O coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), delegado Laércio Evangelista, afirmou que os investigados utilizavam principalmente redes sociais e outras formas de comunicação informal para articular as ameaças.

“São indivíduos ligados à facção, com atuação em Castelo do Piauí e região, e com diversos antecedentes criminais por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e roubo. Eles se articulavam por meio de redes sociais, troca de mensagens e pichações”, explicou.

Segundo ele, os suspeitos ainda serão interrogados e a investigação deve avançar para identificar toda a cadeia de envolvidos.

“Eles ainda serão interrogados e, ao final do inquérito, devemos chegar à identificação do autor intelectual e dos demais envolvidos. Vamos dar continuidade às investigações para identificar todos os que participaram de qualquer forma dessas ameaças”, concluiu.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP